Câmeras revelam suspeito voltando à casa de idoso morto em Piracicaba após latrocínio
Suspeito volta à casa de idoso morto após crime em Piracicaba

Câmeras de segurança revelam movimentação suspeita antes e depois de latrocínio em Piracicaba

As imagens de câmeras de segurança flagraram o suspeito de latrocínio contra o carroceiro Pedro Custódio, de 61 anos, voltando à casa da vítima no dia seguinte ao crime para pegar pertences dela. O caso ocorreu no bairro Algodoal, em Piracicaba, interior de São Paulo, e expõe detalhes chocantes da investigação.

Linha do tempo do crime traçada pelas filmagens

Segundo a delegada Juliana Ricci, responsável pelas investigações, as imagens permitiram reconstruir uma linha do tempo precisa dos eventos. O crime teria ocorrido na madrugada do dia 19 de março, com o suspeito retornando à residência quase 24 horas depois.

  • 19 de março, 3h12: Pedro Custódio é visto andando pela rua próximo à sua casa, sendo o último registro dele com vida.
  • 19 de março, 4h32: O suspeito deixa a residência com a bicicleta da vítima.
  • 20 de março, 1h29: Diego Felipe Lobo de Barros, de 30 anos, volta à casa a pé, vestindo a mesma roupa e acompanhado de outras três pessoas.
  • 20 de março, 2h44: O suspeito aparece na rua com outra bicicleta de Pedro e usando uma blusa moletom da vítima. Outra bicicleta e um botijão de gás, pertencentes ao idoso, são vistos com outro homem.

A delegada Juliana Ricci enfatizou que, apesar de outras pessoas aparecerem nas filmagens, apenas Diego teria efetivamente entrado na casa e é o único suspeito do latrocínio. "Ficou clara a intenção de matar a vítima para, depois, roubar os pertences dela", afirmou a autoridade policial.

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Suspeito preso e investigações em andamento

Diego Felipe Lobo de Barros foi preso no último dia 21 de março por tráfico de drogas, e as investigações posteriores identificaram sua ligação com o latrocínio. A delegada Juliana Ricci descreveu o suspeito como uma pessoa com "grau de perversidade alto, grau de periculosidade alto, perigo para a sociedade", o que justificou o pedido de prisão temporária, decretada pela Justiça.

As investigações revelaram que os itens roubados foram vendidos pelo suspeito. Pessoas que compraram os objetos, sem saber que o dono havia sido morto, já entraram em contato com a polícia. "Estamos avaliando o preço do que foi vendido. Se o preço for muito aquém do que é negociado, essas pessoas podem responder pelo crime de receptação", explicou a delegada.

Detalhes brutais do crime e contexto da vítima

Pedro Custódio foi encontrado pela Polícia Militar já sem vida na manhã do dia 20 de março, após a família acionar as autoridades por não ter notícias do avô há dois dias. O idoso apresentava ferimentos na cabeça causados principalmente por golpes com o cabo de uma enxada, com seu corpo coberto por roupas sujas e sangue espalhado pela casa, que estava completamente revirada.

De acordo com relatos familiares, Pedro costumava ajudar pessoas em situação de rua e permitia que algumas delas ficassem em sua casa. As investigações indicam que Diego teria sido uma dessas pessoas ajudadas, o que torna o crime ainda mais chocante.

Bruna Bonafé, neta de Pedro, lamentou a forma "brutal" como perdeu seu avô. "A gente nunca está preparado para a perda, ainda mais desse jeito", disse em entrevista. As investigações continuam ativas, com a delegada Juliana Ricci aguardando laudos para aprofundar as circunstâncias do crime.

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