Polícia Civil indicia suspeito por morte de jovem encontrada em motel no Acre
Suspeito indiciado por morte de jovem em motel no Acre

Polícia Civil indicia suspeito por morte de jovem encontrada em motel no Acre

Seis meses após o trágico falecimento da jovem Rayza Emanuelle Oliveira Souza, de 26 anos, a Polícia Civil do Acre concluiu o inquérito e indiciou Werner Lima Andrade por homicídio. O suspeito estava no motel com a vítima na noite de 18 de setembro do ano passado, quando o corpo foi descoberto. A informação foi confirmada pela Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoas (DHPP), que encaminhou o processo para a Justiça. Atualmente, Werner Lima Andrade aguarda o andamento do processo em liberdade, conforme esclarecimentos oficiais das autoridades policiais.

Circunstâncias da morte e laudo inconclusivo

Rayza Emanuelle foi encontrada sem vida em um quarto de motel localizado na Via Chico Mendes, no bairro Triângulo Velho, Segundo Distrito de Rio Branco. Ela apresentava um sangramento na boca e um travesseiro sobre a cabeça, detalhes que levantaram suspeitas desde o início. A certidão de óbito, emitida pelo Instituto Médico Legal (IML), apontou que a causa da morte foi inconclusiva, o que deixou a família profundamente insatisfeita e descrente. Uma tia da vítima, que preferiu não ter o nome divulgado, afirmou à reportagem que a família não acredita em overdose, pois ninguém sabia que Rayza usava drogas, defendendo veementemente a tese de assassinato.

Perfil da vítima e contexto familiar

Rayza Emanuelle tinha diagnóstico de bipolaridade, fazia tratamento regular e era acompanhada por profissionais de saúde, conforme relatos familiares. Ela era mãe de dois filhos, com idades de 3 e 9 anos, e, devido aos seus problemas mentais, a guarda das crianças havia sido repassada à avó materna antes de sua morte. A jovem morava sozinha no bairro Estação Experimental, e sua rotina incluía planos de frequentar um curso de cuidador de idosos. No dia do crime, ela informou à família que iria para o curso e depois retornaria para casa em um carro de aplicativo, mas testemunhas a viram em uma parada de ônibus, levantando suspeitas de que ela possa ter marcado um encontro.

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Investigações e relatos conflitantes

Durante as investigações, surgiram relatos conflitantes sobre a vida de Rayza. Uma vizinha afirmou, após o crime, que a jovem trabalhava como garota de programa na Via Verde há mais de um ano, informação que foi negada pela família. Além disso, testemunhas relataram aos familiares que o suspeito, Werner Lima Andrade, entrou primeiro no motel, enquanto Rayza, que estava na parada de ônibus, entrou posteriormente. Esses detalhes contribuíram para as suspeitas da família de que a morte não foi acidental, reforçando a necessidade de justiça no caso.

Recursos de denúncia e apoio

Em meio a este caso, é importante destacar os recursos disponíveis para denúncias e apoio no Acre. A Polícia Militar disponibiliza números como (68) 99609-3901 e outros para pedidos de ajuda, além de canais como o Disque 100 para violações de direitos humanos, a Secretaria de Estado da Mulher (Semulher) no telefone (68) 99930-0420, e o WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos em (61) 99656-5008. Profissionais de saúde também têm a obrigação de fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência, encaminhando aos conselhos tutelares e polícia, assegurando que vítimas recebam a proteção necessária.

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