Suspeito de matar vigia é preso após quase quatro meses foragido em Palmas
Waldecir José de Lima Júnior, de 40 anos, investigado pelo assassinato do vigia Dhemis Augusto Santos, foi preso pela Polícia Civil em Palmas, após passar quase quatro meses foragido. As investigações apontam que o suspeito contava com uma extensa rede de apoio de familiares e amigos, que o auxiliaram a fugir da polícia, percorrendo pelo menos três cidades de Goiás antes de retornar ao Tocantins.
Detalhes do crime e da fuga
Dhemis Augusto Santos foi morto na noite do dia 29 de novembro de 2025, enquanto trabalhava em um shopping na região sul de Palmas. O crime ocorreu após o vigia advertir Waldecir sobre o estacionamento irregular de um carro de luxo, uma Range Rover Evoque 2015, avaliada em cerca de R$ 130 mil. Imagens de câmeras de segurança do local registraram o momento em que o investigado saca uma arma e atira na barriga do vigia, que posteriormente veio a falecer no Hospital Geral de Palmas.
Após o disparo, Waldecir José fugiu do local. Na época, a polícia localizou seu endereço e encontrou o veículo utilizado na fuga na garagem da casa, mas o suspeito não estava presente. Durante a ação, foram apreendidas munições no imóvel.
Rede de apoio e trajetória da fuga
De acordo com as investigações, o motorista possuía uma significativa rede de apoio que o ajudou a escapar da polícia. Após o crime, ele fugiu do Tocantins e passou por Goiânia, Trindade e Anápolis, em Goiás, recebendo auxílio financeiro de amigos e familiares.
"Ele estava com uma rede de apoio muito grande, tendo evadido o estado, passou por outros estados, outras cidades. Devido a essa rede de apoio que ele tinha, às condições que o cercavam, tornou-se muito difícil. Toda vez que a gente chegava, ele conseguia fugir", explicou o delegado Israel Andrade, responsável pelas investigações.
Prisão na casa da sogra
Waldecir José foi preso na manhã de segunda-feira (23) na casa da sogra, na região sul de Palmas, enquanto tentava se esconder embaixo da cama do filho de 12 anos. A polícia suspeita que ele tenha retornado à cidade para o aniversário da criança.
Durante o cumprimento do mandado de prisão preventiva, os familiares tentaram negar que o suspeito estivesse no local. "No primeiro momento, tentaram frustrar a operação policial, mas já tínhamos certeza de que ele estava no imóvel e acabamos localizando-o debaixo da cama", afirmou o delegado.
Defesa e andamento processual
A defesa de Waldecir informou que, antes da prisão, ele já pretendia se apresentar na delegacia na mesma segunda-feira, às 10h. "Infelizmente não conseguimos apresentá-lo espontaneamente, mas isso não muda o rumo do nosso trabalho. O acusado Waldecir e sua defesa confiam na Justiça tocantinense", declarou o advogado Paulo Roberto.
Vale destacar que, mesmo foragido, o suspeito chegou a contratar um advogado, que indicou à polícia o local onde estava a arma utilizada no crime, em um endereço no centro da capital. Posteriormente, durante o período de fuga, Waldecir trocou de representante legal.
Após a prisão, o investigado foi conduzido à Unidade Prisional de Palmas, onde permanece à disposição da Justiça. O inquérito policial deve ser concluído nos próximos dias e encaminhado ao Ministério Público.
Perfil da vítima
Dhemis Augusto Santos era natural de Sergipe e havia se mudado para Palmas em busca de novas oportunidades de trabalho. Ele atuava como vigia no shopping há aproximadamente um ano, onde foi vítima fatal do crime que chocou a comunidade local.



