Homem é preso suspeito de assassinar motorista de aplicativo de 74 anos em Santa Catarina
Um homem de 32 anos foi preso na noite de quarta-feira, 1º de maio, suspeito de matar uma motorista de aplicativo de 74 anos em Santa Catarina. A vítima, identificada como Alice Dresch, foi encontrada com sinais de violência às margens de um riacho em Canelinha, cidade com aproximadamente 12 mil habitantes na Grande Florianópolis, no dia 24 de março.
Detenção e investigações em andamento
O suspeito foi localizado no município de Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, e detido temporariamente pela Polícia Civil. Ele ainda será ouvido pelas autoridades para esclarecer os detalhes do crime. Em nota oficial, a polícia afirmou que as investigações seguem em andamento, com a coleta de mais elementos para identificar a motivação e a dinâmica do ocorrido.
Desaparecimento e descoberta do corpo
No dia do crime, Alice saiu de casa às 5h da manhã, em Camboriú, como fazia normalmente para trabalhar como motorista de aplicativo. Durante a manhã, a família notou que ela parou de responder mensagens e não retornou para o almoço, o que gerou preocupação. Após ligações para hospitais e para a polícia, por volta das 18h, descobriram que um corpo havia sido localizado em Canelinha naquela manhã, por volta das 10h.
Perfil da vítima e impacto na comunidade
Alice Dresch trabalhava com corridas de aplicativo há quatro anos para complementar a renda da aposentadoria. Seu filho, Jhonathan Kurtz, destacou que ela era uma pessoa muito querida, conhecida por sua generosidade. "Minha mãe trabalhou a vida toda. Muitas vezes tirou do dinheiro dela para dar para os outros", disse ele. "Todo mundo adorava ela. Os passageiros dizem que era muito querida, que dava lixas de unha para passageiras, dava bala".
Contexto de violência contra motoristas de aplicativo
Este caso ocorre em um contexto preocupante em Santa Catarina, onde houve duas mortes de motoristas de aplicativo em dois dias. Um dia após a morte de Alice, Silvana Nunes de Almeida de Souza foi encontrada morta com ferimentos em uma área de mata em Fraiburgo. A família de Silvana chegou a pagar R$ 3,5 mil para o resgate da vítima, evidenciando os riscos enfrentados por profissionais do setor.
A polícia continua a investigar ambos os casos, buscando garantir justiça e segurança para os trabalhadores. A comunidade local e os familiares das vítimas aguardam respostas sobre as circunstâncias desses crimes violentos.



