Suspeito de matar freira de 82 anos no Paraná é indiciado por homicídio qualificado e estupro
Suspeito de matar freira no PR é indiciado por homicídio e estupro

Suspeito de matar freira de 82 anos no Paraná é indiciado por homicídio qualificado e estupro

O homem suspeito de assassinar a freira Nadia Gavanski, de 82 anos, em Ivaí, na região central do Paraná, foi formalmente indiciado nesta sexta-feira (27) pela Polícia Civil. Ele responde pelos crimes de homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência e violação de domicílio qualificada.

Detalhes do caso e prisão preventiva

O suspeito, de 33 anos, cujo nome não foi divulgado pelas autoridades, está preso preventivamente. A ausência de identificação oficial impossibilitou o contato da reportagem com sua defesa jurídica. Durante o interrogatório policial, conforme relatou o delegado Hugo Santos Fonseca, o investigado admitiu parte das agressões e afirmou ter agido sob a influência de 'vozes'.

O crime ocorreu em 21 de fevereiro, dentro do convento das Irmãs Servas de Maria Imaculada. A religiosa foi encontrada no chão com as roupas parcialmente retiradas e apresentava sinais evidentes de agressão física, conforme detalhado pelas autoridades policiais.

Qualificação dos crimes e provas coletadas

O indiciamento por homicídio qualificado considera que a vítima era maior de 60 anos e possuía limitações motoras e de fala decorrentes de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Já a conclusão de que houve estupro se baseou nas lesões constatadas através do laudo pericial médico.

As provas reunidas pela investigação, segundo o delegado, incluem:

  • Imagens de câmeras de segurança que capturaram momentos do crime
  • Vestígios de sangue nas roupas do investigado
  • Depoimentos e elementos periciais que corroboram a narrativa criminal

Próximos passos e reação da congregação religiosa

Com a conclusão do inquérito policial, o caso agora segue para análise do Ministério Público, que decidirá sobre a denúncia formal. Em publicação nas redes sociais, a congregação das Irmãs Servas de Maria Imaculada expressou profunda dor e reflexão sobre o ocorrido.

A congregação afirmou que o caso 'nos confronta com uma realidade que fere tantas mulheres: a violência, o feminicídio, a dor que grita aos céus'. No texto, destacaram: 'Irmã Nádia, que em vida foi discreta, torna-se agora voz para tantas que não conseguem falar. Aquela que intercedia silenciosamente diante de Deus, hoje parece interceder ainda mais forte, junto d'Ele, por todas as mulheres feridas, ameaçadas, esquecidas'.

O crime chocou a comunidade local e levantou discussões sobre violência contra idosos e mulheres em situação de vulnerabilidade, especialmente em ambientes religiosos tradicionalmente considerados seguros.