STJ decide hoje sobre processo disciplinar contra ministro Marco Buzzi por acusações de assédio sexual
STJ decide hoje sobre processo contra ministro Buzzi por assédio

STJ decide nesta terça-feira sobre processo disciplinar contra ministro Marco Buzzi por acusações de assédio sexual

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) realiza nesta terça-feira, 14 de abril de 2026, uma votação crucial para definir a abertura de um processo disciplinar contra o ministro Marco Buzzi, que se encontra afastado do cargo desde fevereiro. A sessão está marcada para as 16h30 e, conforme apurado pelo Radar, a tendência é que a instauração do procedimento ocorra por decisão unânime dos colegas magistrados.

Acusações detalhadas envolvendo duas mulheres

As acusações que pesam sobre Buzzi envolvem duas mulheres que relataram situações de assédio. A primeira é uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos da família do ministro. A segunda é uma ex-funcionária de seu gabinete, cujo depoimento em vídeo foi divulgado exclusivamente pelo Radar na semana passada.

Na gravação, a ex-assessora descreve com detalhes como Buzzi criava diferentes situações para ficar sozinho com ela, se aproximava de seu corpo e molestava suas partes íntimas. Esses relatos reforçam as denúncias que já circulavam desde fevereiro, quando os casos foram inicialmente antecipados pela mesma fonte.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Defesa do ministro e investigações paralelas

Em resposta às acusações, Marco Buzzi enviou uma carta aos colegas do STJ em fevereiro, onde afirmou jamais ter adotado conduta que envergonhasse a família ou maculasse a magistratura. Ele destacou sua trajetória pessoal e profissional, mencionando um casamento de 45 anos e o apoio de suas três filhas.

Além do processo no STJ, o caso está sendo apurado em outras instâncias:

  • Conselho Nacional de Justiça (CNJ): investigação no âmbito administrativo.
  • Supremo Tribunal Federal (STF): previsão de abertura de um inquérito criminal.

Essas investigações paralelas indicam a gravidade das acusações e o potencial impacto na carreira do ministro, que tem quase 70 anos e uma longa história no judiciário.

Contexto e implicações da decisão

A decisão do STJ nesta terça-feira não apenas define o futuro disciplinar de Buzzi, mas também reflete sobre os padrões éticos esperados dos magistrados. Em um momento de crescente atenção a casos de assédio no poder judiciário, o resultado pode influenciar políticas internas e a percepção pública sobre a justiça.

Especialistas em direito administrativo apontam que, se o processo for aberto, ele seguirá um rito disciplinar que pode incluir audiências, produção de provas e, eventualmente, sanções que vão desde advertências até a perda do cargo. O afastamento preventivo de Buzzi desde fevereiro já demonstra a seriedade com que o caso está sendo tratado.

Enquanto aguarda a decisão, a sociedade acompanha de perto este episódio, que mistura elementos de justiça, ética e poder, levantando debates sobre a responsabilidade de figuras públicas e a proteção das vítimas em ambientes institucionais.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar