Paralisação na Urbam completa segundo dia com forte impacto nos serviços municipais
A greve dos funcionários da Urbanizadora Municipal (Urbam) de São José dos Campos entrou em seu segundo dia consecutivo nesta terça-feira, 14 de maio, causando significativos transtornos nos serviços de limpeza urbana e obras públicas em toda a cidade. A mobilização, que conta com a adesão de aproximadamente dois mil trabalhadores, segundo informações do sindicato da categoria, tem afetado diretamente a varrição das ruas, a coleta seletiva de lixo e diversas intervenções em andamento, incluindo reformas no Mercado Municipal.
Reivindicações dos servidores incluem melhorias salariais e benefícios
Entre as principais demandas apresentadas pelos grevistas estão o reajuste no vale-alimentação, a progressão salarial, o pagamento do adicional de insalubridade e o fim da coparticipação no convênio médico. Os trabalhadores argumentam que essas medidas são essenciais para garantir condições dignas de trabalho e valorização profissional.
Em resposta à paralisação, a Urbam divulgou uma nota oficial na qual repudia a continuidade da greve e acusa o movimento sindical de extrapolar os limites legais do direito de paralisação. A empresa cita práticas como o uso de cadeados, correntes e o bloqueio de acessos com veículos, que estariam impedindo a entrada de funcionários que desejam trabalhar.
Empresa adota medidas judiciais e plano de contingência
A Urbam informou que já está tomando medidas judiciais para assegurar o funcionamento de suas unidades e proteger o direito dos empregados que optaram por não aderir à greve. Além disso, a empresa reforçou que mantém ativo um plano de contingência com o objetivo de reduzir os impactos da paralisação e garantir, na medida do possível, a continuidade dos serviços essenciais para a população.
A situação tem gerado preocupação entre os moradores de São José dos Campos, que enfrentam dificuldades com a acumulação de lixo nas ruas e o atraso em obras públicas. A greve evidencia tensões nas relações trabalhistas no setor público municipal e coloca em debate a necessidade de negociações urgentes para resolver o impasse.



