Soldador é condenado por tentativa de homicídio contra ex-chefe após demissão em Cubatão
Soldador condenado por tentar matar ex-chefe em Cubatão (28.03.2026)

Soldador é condenado por participação em tentativa de homicídio contra ex-chefe em Cubatão

A Polícia Civil de São Paulo continua investigando a identidade do atirador envolvido em uma tentativa de homicídio ocorrida em Cubatão, no litoral paulista, em 9 de agosto de 2024. O caso ganhou novos desdobramentos após o soldador Ricardo da Silva, apontado como cúmplice, ser levado a júri popular na quinta-feira, 26 de setembro de 2024, resultando em sua condenação.

Detalhes do crime e investigação policial

De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), o supervisor de uma empresa terceirizada na refinaria da Petrobras em Cubatão foi atacado por um homem encapuzado, que desceu de um veículo dirigido por Ricardo. O ataque ocorreu um dia após a vítima demitir o soldador por desrespeito à hierarquia, conforme relatado no boletim de ocorrência.

Imagens de câmeras de monitoramento mostram o suspeito encapuzado saindo do carro, abrindo a porta do veículo do supervisor e desferindo duas coronhadas em seu rosto. A vítima se defendeu com um chute, e o atirador correu de volta para o carro, onde tentou disparar a arma mais duas vezes sem sucesso. Testemunhas relataram que Ricardo, ao volante, gritou "Vai, mata. Atira" durante o episódio.

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A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que diligências foram realizadas, incluindo análise de imagens, apreensão de celular e coleta de impressões digitais, mas a identidade do atirador permanece desconhecida. As investigações prosseguem para esclarecer o caso.

Defesa do soldador e julgamento no tribunal

O advogado de defesa, João Carlos de Jesus Nogueira, afirmou em entrevista à TV Tribuna que Ricardo apenas prestou auxílio no transporte do atirador, conhecido pelo apelido de "Cabeça", sem conhecer seu paradeiro ou nome completo. Ele destacou que essas informações foram investigadas na época do crime.

O julgamento de Ricardo ocorreu no Fórum de Cubatão, onde o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) ouviu quatro testemunhas e interrogou o réu. Os jurados entenderam que não se tratava de crime doloso contra a vida, desclassificando a conduta para lesão corporal leve.

Como resultado, Ricardo da Silva foi condenado à pena de seis meses de detenção, com regime inicialmente aberto, o que permitiu a expedição de alvará de soltura. Ele havia ficado preso nos últimos dois anos desde o incidente.

Contexto do crime e repercussões

O supervisor foi demitido por Ricardo devido a problemas de hierarquia que prejudicavam o trabalho, com o contrato na refinaria próximo ao fim. Após o ataque, Ricardo se envolveu em um acidente de trânsito durante a fuga e foi preso em flagrante.

O MP-SP denunciou Ricardo por tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe, relacionado à vingança pela demissão, e por recurso que dificultou a defesa da vítima, caracterizado como emboscada. Apesar da condenação reduzida, o caso continua a chamar atenção para questões de violência no ambiente de trabalho e a eficácia das investigações policiais.

As autoridades reforçam que estão à disposição para receber informações que possam contribuir com a apuração completa deste crime, que ainda busca a identificação do segundo envolvido.

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