Soldado atira em major dentro de quartel em Salvador após relatar perseguição no trabalho
Um episódio de violência abalou a Polícia Militar da Bahia nesta segunda-feira (23), quando uma soldado efetuou disparos contra uma major dentro da Vila Militar do Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. De acordo com informações preliminares, a autora do ataque, identificada como Beatriz Ferreira Soares da Silva Andrade, teria alegado enfrentar problemas de perseguição no ambiente de trabalho antes do incidente.
Detalhes do ataque e reação imediata
Conforme apurado pela TV Bahia, a soldado Beatriz adentrou uma sala do Comando de Policiamento da capital e efetuou pelo menos um tiro contra a major Caroline Ferreira Souza. Imediatamente, um tenente-coronel que estava nas proximidades reagiu e disparou contra a soldado, com o objetivo de contê-la. O confronto resultou em ferimentos graves para ambas as militares.
Beatriz foi atingida no ombro e no tórax, enquanto Caroline sofreu um ferimento no rosto. Apesar da gravidade dos ferimentos, nenhuma das duas corre risco de morte, conforme informado pelas autoridades. Inicialmente, ambas foram levadas por colegas para o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), mas a major precisou ser transferida para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde deve passar por uma cirurgia no maxilar.
Contexto da soldado e alegações de perseguição
O advogado Lucas Sestelo, da Associação dos Policiais e Bombeiros Militares e seus Familiares (Aspra), que representa a soldado, revelou que ela compartilhou estar sofrendo algum tipo de perseguição no trabalho. "Ela me partilhou que realmente estava sofrendo algum tipo de perseguição, me parece, mas não tenho como confirmar porque foi uma conversa um pouco mais superficial", afirmou o defensor ao atender a imprensa.
Investigações adicionais apontam que Beatriz é filha de um sargento da PM, está na corporação há cinco anos e, em dezembro, foi aprovada no Curso de Formação de Oficiais (CFO). O advogado ponderou que apenas as investigações em andamento e uma avaliação psicológica poderão determinar se a soldado agiu em surto ou não.
Resposta institucional e investigações
A Corregedoria da Polícia Militar está acompanhando o caso, mas não especificou os detalhes de como investiga a soldado. Em nota oficial, a PMBA lamentou o ocorrido e afirmou que está prestando apoio e acompanhamento aos familiares das agentes e aos integrantes da corporação. A nota destacou: "A Polícia Militar da Bahia informa que acompanha o quadro de saúde de duas policiais militares atingidas por disparos de arma de fogo".
O g1 tentou contato com a defesa da major agredida, mas não obteve retorno até o momento. O caso segue sob análise, com foco nas motivações por trás do ataque e nas condições psicológicas da soldado envolvida.



