Soldada da PM atira em major e é baleada por tenente-coronel em Salvador
Um episódio de violência chocou a corporação da Polícia Militar da Bahia nesta segunda-feira (23), na Vila Militar do Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. A soldada Ana Beatriz de Jesus Alves Santos, filha de um sargento da PM e integrante da corporação há cinco anos, efetuou pelo menos um disparo contra a major Caroline Ferreira Souza.
Reação imediata e troca de tiros
Conforme informações apuradas pela TV Bahia, a soldada entrou em uma sala do Comando de Policiamento da capital e atacou a oficial. Na sequência, um tenente-coronel que estava próximo reagiu prontamente, atirando contra a soldada com o objetivo de contê-la e impedir que o ataque se agravasse ainda mais.
Ana Beatriz foi baleada no ombro e no tórax, enquanto Caroline foi atingida no rosto. Felizmente, nenhuma das duas corre risco de morte, segundo os boletins médicos. Inicialmente, ambas foram levadas por colegas para o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), mas a major precisou ser transferida para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde deve passar por uma cirurgia no maxilar para tratar o ferimento.
Contexto e investigações em andamento
O advogado Lucas Sestelo, da Associação dos Policiais e Bombeiros Militares e seus Familiares (Aspra), que representa a militar Ana Beatriz, revelou que ela relatou enfrentar problemas no trabalho. "Ela me partilhou que realmente estava sofrendo algum tipo de perseguição, me parece, mas não tenho como confirmar porque foi uma conversa um pouco mais superficial", afirmou o advogado ao atender a imprensa.
Ele também ponderou que somente as investigações aprofundadas e uma avaliação psicológica minuciosa poderão indicar se Ana Beatriz agiu em surto ou se havia motivações específicas por trás do ataque. O caso está sendo acompanhado de perto pela Corregedoria da Polícia Militar, que ainda não especificou os detalhes de como está investigando a soldada.
Nota oficial da Polícia Militar
Em nota divulgada à imprensa, a Polícia Militar da Bahia lamentou profundamente o ocorrido e afirmou que está prestando apoio e acompanhamento aos familiares das agentes envolvidas, bem como a todos os integrantes da corporação. A corporação destacou que acompanha o quadro de saúde das duas policiais militares e que houve intervenção imediata para conter a ação violenta.
A soldada Ana Beatriz havia sido aprovada no Curso de Formação de Oficiais (CFO) em dezembro de 2025, o que torna o episódio ainda mais surpreendente e trágico para a instituição. O g1 tentou contato com a defesa da major agredida, mas não obteve retorno até o momento.
Este incidente levanta questões importantes sobre a saúde mental e as condições de trabalho dentro das forças de segurança, destacando a necessidade de um olhar mais atento para o bem-estar dos profissionais que atuam na linha de frente da segurança pública.



