Corpo de corretora é encontrado após mais de um mês; síndico confessa assassinato em Goiás
Síndico preso por assassinato de corretora em Goiás

Corpo de corretora desaparecida é encontrado após mais de um mês em Caldas Novas

O corpo da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, foi localizado na madrugada desta quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, pela Polícia Civil de Goiás. A vítima estava desaparecida desde o dia 17 de dezembro do ano anterior, quando entrou no elevador do prédio onde residia, no bairro Termal, em Caldas Novas, no sul do estado, desceu até o subsolo do condomínio e nunca mais foi vista.

Síndico confessa crime e é preso junto com filho

As investigações levaram à prisão do síndico do imóvel, Cleber Rosa de Oliveira, e de seu filho, Maykon Douglas de Oliveira. Em depoimento, Cleber teria confessado que assassinou Daiane após uma discussão no subsolo do prédio, envolvendo questões relacionadas ao fornecimento de energia ao apartamento da vítima. Após cometer o crime, ele transportou o corpo até uma área de mata, a aproximadamente quinze quilômetros do local do desaparecimento, onde foi encontrado em estado avançado de decomposição.

Embora o síndico tenha afirmado que agiu sozinho, seu filho foi detido sob a suspeita de ter auxiliado no acobertamento do homicídio. Além deles, o porteiro do condomínio, cujo nome não foi divulgado pelas autoridades, foi conduzido à delegacia para prestar depoimento como parte das diligências policiais.

Histórico de perseguição e denúncias anteriores

Este caso revela um histórico preocupante de perseguição. Em 19 de janeiro, Cleber de Oliveira já havia sido denunciado pelo Ministério Público de Goiás pela prática de stalking (perseguição) contra Daiane, com o agravante de abuso de função. A denúncia representa o décimo segundo processo judicial envolvendo o síndico e a moradora.

De acordo com as acusações, Cleber utilizava o sistema de câmeras de vigilância do condomínio para monitorar constantemente os movimentos de Daiane pelo prédio. Ele também se valia de seu cargo para:

  • Causar constrangimentos e intimidar a vítima.
  • Interferir no fornecimento de serviços essenciais, como energia, água, gás e internet, ao apartamento dela.
  • Forçá-la a procurá-lo para resolver os problemas criados, em uma dinâmica de controle e assédio.

Em pelo menos uma ocasião, Daiane relatou ter sofrido agressão física por parte do funcionário do condomínio, evidenciando a escalada da violência. As autoridades destacam que este caso sublinha a gravidade de crimes de perseguição e a necessidade de medidas preventivas em ambientes residenciais.