Síndico confessou crime após prisão por morte de corretora em Caldas Novas
Síndico confessa crime após prisão por morte de corretora

Síndico confessa crime após prisão por morte de corretora em Caldas Novas

O síndico do prédio onde a corretora Daiane Alves Sousa foi morta em Caldas Novas, Goiás, confessou o crime após ser preso junto com o filho. A polícia realizou novas perícias no local, incluindo simulações com disparos de arma de fogo, mas ainda não concluiu como ocorreu o homicídio.

Acesso restrito ao subsolo do prédio residencial

Nilze Alves, mãe da corretora, explicou que o prédio possui apartamentos residenciais, mas o acesso ao subsolo é limitado. Apenas moradores têm livre entrada, enquanto quem aluga por temporada precisa que a portaria libere o portão eletrônico, afirmou. Daiane foi morta após ir ao subsolo para restabelecer a energia do seu apartamento, local onde deixou vídeos gravados para uma amiga momentos antes do desaparecimento.

Detalhes da prisão e investigação policial

O síndico Cleber Rosa de Oliveira e o filho, Maicon Douglas Souza de Oliveira, foram presos na madrugada de quarta-feira (28), após mais de 40 dias do desaparecimento da corretora. O delegado Pedromar Augusto de Souza informou que a prisão foi por homicídio, e ambos tiveram a prisão mantida após audiência de custódia na quinta-feira (31).

O delegado André Barbosa, da Polícia Civil, esclareceu que a perícia não foi concluída e ainda não se sabe se houve disparos de arma de fogo. O porteiro do prédio foi conduzido para prestar esclarecimentos, mas seu nome não foi divulgado.

Histórico de conflitos e denúncias anteriores

A mãe da corretora relatou que Daiane tinha desavenças com pessoas do condomínio, resultando em processos judiciais. O síndico já havia sido denunciado pelo Ministério Público em 19 de janeiro por perseguição reiterada (stalking) contra Daiane, com alegações de agressões físicas e verbais entre fevereiro e novembro de 2025.

Em contrapartida, a corretora também foi denunciada por invasão de domicílio, acusação que sua defesa considera infundada. A defesa do síndico, em nota, afirmou que os fatos estão sendo apurados e que não há envolvimento do filho no crime.

Desaparecimento e descoberta do corpo

Daiane desapareceu no dia 17 de dezembro, após ir ao subsolo. Sua mãe encontrou o apartamento trancado, apesar de a porta ter sido deixada aberta. O corpo da corretora foi posteriormente encontrado em uma área de mata, conforme revelado pelo síndico em sua confissão à polícia.

A família possui seis apartamentos no prédio, onde Daiane morava em um e alugava os outros por temporada. O caso continua sob investigação, com novas perícias em andamento para esclarecer todos os detalhes.