Síndico confessa assassinato de moradora desaparecida há mais de um mês em Caldas Novas, GO
Síndico confessa assassinato de moradora em Caldas Novas, GO

Síndico confessa assassinato de moradora desaparecida em Caldas Novas, GO

A Polícia Civil de Goiás desvendou um caso chocante em Caldas Novas, onde o síndico de um prédio confessou ter assassinado uma moradora que estava desaparecida há mais de um mês. O corpo da vítima, identificada como Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi encontrado em uma área de mata após a confissão do acusado.

Detalhes da prisão e confissão

Na madrugada, os policiais prenderam Cléber Rosa de Oliveira, síndico do condomínio, e seu filho, Maicon Douglas de Oliveira, dentro do próprio apartamento deles em Caldas Novas. Durante a prisão, Cléber admitiu aos investigadores que matou Daiane após uma discussão no subsolo do prédio. O delegado André Barbosa destacou que as evidências apontavam para alguém com conhecimento íntimo da dinâmica do local, o que levou às suspeitas sobre o síndico.

Circunstâncias do crime e descoberta do corpo

Segundo a confissão, Cléber colocou o corpo da corretora em uma pick-up e o abandonou em uma mata a aproximadamente 15 quilômetros da cidade. Os investigadores seguiram as indicações do acusado e localizaram os restos mortais de Daiane. A vítima desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025, após ser capturada por câmeras de segurança descendo ao subsolo para verificar o quadro de energia, devido a uma falta de luz em sua residência.

Histórico de conflitos e ações judiciais

Daiane Alves Souza havia registrado dez boletins de ocorrência contra Cléber por perseguição, e o Ministério Público já havia denunciado o síndico à Justiça anteriormente. A família da vítima, proprietária de seis apartamentos no prédio que eram alugados para turistas, expressou profunda tristeza e revolta. Fernanda Alves, irmã de Daiane, compartilhou a dor da perda irreparável.

Andamento das investigações e acusações

A polícia tem um prazo de 30 dias para concluir as investigações, durante os quais Cléber e Maicon permanecerão presos temporariamente. Cléber responderá por homicídio e ocultação de cadáver, enquanto seu filho enfrenta acusação de obstrução da investigação policial. Um porteiro que trabalhava no dia do desaparecimento foi ouvido e liberado após prestar depoimento.

Este caso trágico em Caldas Novas evidencia a gravidade dos conflitos em condomínios e a importância da vigilância e ação policial eficaz em crimes violentos.