Segurança é condenado a 15 anos por espancar morador de rua até a morte com cassetete no Rio
Segurança condenado a 15 anos por matar morador de rua com cassetete

Segurança recebe pena de 15 anos por espancar morador de rua até a morte com cassetete no Centro do Rio

O segurança Carlos Alberto Rodrigues do Rosário Júnior foi condenado a 15 anos de prisão, em regime fechado, pela morte do morador em situação de rua Luís Felipe Silva dos Santos, de 43 anos. A decisão foi tomada por maioria de votos pelo Conselho de Sentença do Tribunal do Júri, na noite desta terça-feira (3), na 2º Tribunal do Júri, após um julgamento que destacou a brutalidade do crime.

Crime qualificado com violência exacerbada em via pública

O réu foi condenado por homicídio qualificado, um crime que chocou a sociedade carioca pela sua natureza violenta. Na decisão, a juíza Elizabeth Machado Louro enfatizou que o ato foi praticado “à luz da manhã em plena via pública, com exacerbada violência”, ressaltando a gravidade e a falta de compaixão demonstrada durante a agressão.

Além da pena de prisão, a Justiça também condenou Carlos Alberto ao pagamento de indenização por danos morais aos três filhos da vítima. O valor foi fixado em 500 salários mínimos, o que equivale a aproximadamente R$ 810 mil, conforme pedido do Ministério Público, visando compensar o sofrimento causado à família.

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Detalhes do crime que ocorreu na Praça Mauá

O crime ocorreu na manhã de 23 de agosto de 2024, em frente ao Restaurante Flórida, na Praça Mauá, no Centro do Rio de Janeiro. Imagens de câmeras de segurança registraram toda a agressão, que terminou na morte de Luís Felipe Silva dos Santos, evidenciando a sequência de eventos que levaram à tragédia.

Segundo as investigações, a vítima estava pedindo comida quando se envolveu em uma discussão com o segurança, um cliente do restaurante e funcionários. Em seguida, Carlos Alberto pegou um cassetete de madeira e passou a agredir Luís Felipe de forma implacável.

Perseguição e agressão final em frente ao MAR

Após tentar fugir e atravessar a rua, o morador em situação de rua foi alcançado em frente ao Museu de Arte do Rio (MAR), onde voltou a ser espancado com golpes de cassetete e chutes. Ele não resistiu às agressões, sucumbindo aos ferimentos causados pela violência extrema.

Carlos Alberto Rodrigues do Rosário Júnior foi preso em flagrante no mesmo dia por agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), assegurando que a justiça fosse aplicada rapidamente. Atualmente, ele responde por homicídio qualificado e permanece preso, aguardando o cumprimento da sentença.

Este caso serve como um alerta sobre a violência urbana e a necessidade de proteção aos mais vulneráveis, destacando a importância da atuação do sistema judiciário em crimes de tal magnitude.

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