Único réu não condenado por homicídio na maior chacina do DF é solto após cumprir pena
Réu não condenado por homicídio na maior chacina do DF é solto

Único réu não condenado por homicídio na maior chacina do Distrito Federal é solto após cumprir pena

Carlos Henrique Alves da Silva, condenado no caso da maior chacina do Distrito Federal, foi solto na tarde desta segunda-feira (20). Ele foi o único dos cinco acusados a não ser condenado por homicídio, crimes ocorridos entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023. Carlos Henrique recebeu a pena mais branda do julgamento: dois anos de prisão, apenas pelo crime de sequestro de Thiago Belchior, que foi morto em seguida, conforme a denúncia do Ministério Público.

Detalhes da condenação e libertação

Preso desde janeiro de 2023, Carlos Henrique já cumpriu mais tempo do que a pena fixada. Por isso, o juiz determinou a revogação da prisão preventiva e o cumprimento imediato da pena. Segundo a denúncia, ele respondia por dois crimes: sequestro e homicídio qualificado contra Thiago. No entanto, durante o julgamento, ele foi absolvido pelo júri da acusação de homicídio.

Durante o interrogatório, Carlos Henrique afirmou que não participou das mortes e que sua atuação se limitou a um roubo. Ele explicou que a proposta apresentada pelo grupo era abordar Thiago Belchior para pegar o celular da vítima e acessar aplicativos bancários, sem intenção de causar danos físicos.

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Como foi o julgamento da maior chacina do DF

O julgamento começou na segunda-feira (14) com os depoimentos de seis testemunhas, incluindo o delegado Achilles Benedito de Oliveira Júnior, que falou por cerca de duas horas. Na terça-feira (15), foram ouvidas mais doze testemunhas, com destaque para o delegado Ricardo Viana, que chefiou a investigação do caso e depôs por aproximadamente sete horas e meia, com intervalos.

A partir do terceiro dia de julgamento, iniciaram-se os interrogatórios dos réus. Foram ouvidos Gideon Batista de Menezes e Fabrício Silva Canhedo, enquanto Horácio Carlos Ferreira Barbosa foi orientado pela defesa a não responder às perguntas. O quarto dia começou com o depoimento de Carlomam dos Santos Nogueira e, na sequência, de Carlos Henrique Alves da Silva.

No mesmo dia, teve início a fase de debates, com a manifestação do Ministério Público e da assistência de acusação, que tiveram três horas e vinte minutos para se manifestar. A sexta-feira (17) ficou reservada para a fala das defesas, e cada uma pôde se manifestar por até quarenta minutos. Por fim, ainda na sexta, foram definidos os quesitos, e os jurados passaram a analisar cerca de quinhentas perguntas relacionadas aos crimes neste sábado (18).

Este caso marca um dos episódios mais graves de violência no Distrito Federal, com ampla cobertura midiática e repercussão na sociedade local. A soltura de Carlos Henrique, após cumprir pena por sequestro, destaca as nuances do sistema judiciário em casos complexos de múltiplas acusações.

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