Quarto suspeito é preso por envolvimento em assassinato com corpo carbonizado em Laguna
A Polícia Civil de Santa Catarina efetuou a prisão preventiva de um quarto suspeito envolvido no brutal assassinato de Jair de Bem Figueiredo, cujo corpo foi encontrado carbonizado dentro de um veículo incendiado em Laguna, no Sul do estado. A detenção ocorreu nesta segunda-feira, dia 30, ampliando as investigações sobre o crime hediondo que chocou a região.
Papel crucial na execução do crime
Conforme apurações das autoridades, o homem agora preso desempenhou um papel fundamental na consumação do homicídio. Ele foi identificado como o indivíduo responsável pela aquisição do combustível utilizado para atear fogo ao automóvel que continha o corpo da vítima. O veículo foi incendiado na Pedra do Frade, um conhecido ponto turístico localizado no costão direito da Praia do Gi, transformando um local de beleza natural em cenário de tragédia.
Além disso, a polícia revelou que o suspeito também foi o condutor que levou os outros investigados até a residência de Jair e, posteriormente, os transportou ao local onde o cadáver foi ocultado. Após o crime, ele garantiu a fuga de todos os envolvidos, conduzindo os criminosos até uma cidade vizinha, numa tentativa de dificultar o trabalho das investigações.
Confissão e detalhes macabros
Em depoimento à Polícia Civil, o homem confirmou sua participação nos eventos, fornecendo detalhes que corroboram as evidências já coletadas. O crime ocorreu no dia 23 de março, quando a vítima foi brutalmente assassinada. Três outros homens, com idades de 19, 20 e 24 anos, já haviam sido presos na semana anterior, acusados de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Segundo relatos dos investigados, a intenção inicial do grupo era apenas "dar uma lição" a Jair, sem planejar sua morte. No entanto, a situação escalonou rapidamente, resultando em um assassinato por esfaqueamento. O delegado Rubem Teston, que comanda as investigações, destacou que um dos suspeitos alegou ter sofrido abusos por parte da vítima durante a adolescência, o que pode ter motivado o ato violento.
Cena do crime e destruição de provas
Após o homicídio, o grupo transportou o corpo até a Pedra do Frade e incendiou o veículo numa tentativa desesperada de destruir provas. A residência de Jair, onde o crime ocorreu, foi encontrada pelos policiais com a porta aberta e marcada por manchas de sangue, indicando a violência do ocorrido. A vítima, identificada como Jair de Bem Figueiredo, teve sua vida tragicamente interrompida num ato que continua sob rigorosa apuração.
A Polícia Civil segue investigando o caso, buscando esclarecer todos os detalhes e possíveis conexões que possam levar à justiça completa. A comunidade de Laguna permanece em alerta, enquanto as autoridades trabalham para garantir que todos os responsáveis sejam devidamente punidos.



