Médico psiquiatra de Marília é réu em novo processo por crimes sexuais contra pacientes
Psiquiatra réu em novo processo por crimes sexuais em Marília

Médico psiquiatra suspeito de crimes sexuais presta depoimento à polícia em Marília

A Justiça de Marília, no interior de São Paulo, aceitou uma nova denúncia do Ministério Público e tornou réu, pela segunda vez, o médico psiquiatra Rafael Pascon dos Santos. O caso envolve acusações de crimes sexuais contra pacientes, com relatos de importunação sexual e estupro durante atendimentos médicos.

Novo processo criminal amplia investigações

O novo processo criminal foi aberto após investigações conduzidas pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Marília. A decisão da 1ª Vara Criminal da cidade baseia-se em relatos de mais duas pacientes, que afirmam ter sofrido toques, comentários e condutas de conotação sexual em consultas psiquiátricas. Esses depoimentos são semelhantes aos que embasam o primeiro processo, já em tramitação na Justiça, que resultou na prisão preventiva do médico.

Rafael Pascon dos Santos está preso desde o dia 22 de outubro de 2025, após diligências policiais em seu consultório e residência. O inquérito foi concluído em 31 de outubro, com indiciamento por importunação sexual e estupro de vulnerável. Em depoimento, o médico optou por permanecer em silêncio, e pedidos de habeas corpus e revogação da prisão foram negados pela Justiça.

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Detalhes dos crimes e número crescente de denúncias

Os crimes investigados teriam ocorrido durante consultas médicas nas cidades de Marília, Garça e Lins, no interior paulista. As vítimas, com idades variando de 17 a 65 anos, relataram situações de abuso que incluem desde comentários inapropriados até atos de violência sexual.

Somando os dois processos nos quais Rafael é réu, são 32 denúncias contra o médico. Entre os casos, destacam-se relatos de uma paciente que afirmou ter sido estuprada em agosto de 2024, após o médico chamá-la de gostosa e abusar dela em um consultório vazio. Outra vítima, de 65 anos, relatou que os abusos começaram em 2018, com comportamentos como abraços e gestos de intimidade durante atendimentos no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Garça.

Uma jovem, que tinha 17 anos na época dos fatos em 2018, também registrou boletim de ocorrência, descrevendo como o médico mudou de comportamento durante uma consulta sem a presença da mãe, fazendo perguntas íntimas e beijando-a à força ao final do atendimento.

Andamento processual e medidas judiciais

No primeiro processo, que segue em andamento, o réu participou de uma audiência virtual em 21 de janeiro deste ano, cujo conteúdo não foi divulgado pela Justiça. Além disso, o juiz determinou que o plano de saúde com o qual o psiquiatra mantinha contrato fornecesse informações sobre profissionais disponíveis para atendimentos entre janeiro de 2024 e novembro de 2025, visando esclarecer o contexto dos atendimentos realizados.

Rafael Pascon dos Santos atuava em uma clínica particular de Marília e no Caps de Garça. Após as primeiras denúncias, o número de vítimas aumentou significativamente, com mulheres relatando episódios de choque e medo que as levaram a interromper tratamentos médicos. A defesa do médico não se manifestou até a última atualização da reportagem.

O caso continua sob investigação, com o médico preso na penitenciária de Gália (SP), enquanto a Justiça analisa as evidências e depoimentos para garantir a aplicação da lei.

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