Professor da USP é demitido após denúncias de assédio moral e sexual por ex-alunas em Ribeirão Preto
Professor da USP demitido por assédio a alunas em Ribeirão Preto

Professor da USP é demitido após denúncias de assédio moral e sexual por ex-alunas

A Universidade de São Paulo (USP) oficializou, por meio de publicação no Diário Oficial do estado nesta segunda-feira (23), a demissão do professor José Maurício Rosolen. O docente, que atuava no departamento de química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCLRP) em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, é acusado de assediar alunas de pós-graduação.

De acordo com o despacho da reitoria da universidade, Rosolen tem um prazo de 30 dias, a partir da publicação, para apresentar um recurso contra a decisão. O g1 tentou contato com o professor, mas não obteve nenhum posicionamento até o fechamento desta reportagem.

Processo administrativo e afastamento prévio

O professor já estava afastado de suas funções desde março de 2025, quando a USP abriu um processo administrativo para investigar denúncias de assédio moral e sexual feitas por ex-alunas. A decisão que resultou na demissão foi acatada no último dia 12 pela diretoria da FFCLRP, após um parecer da Procuradoria Geral da universidade.

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A USP também determinou que o caso seja reenviado à Polícia Civil, que já concluiu um inquérito e o relatou à Justiça em setembro de 2025, conforme informações da Secretaria de Segurança Pública do estado (SSP-SP). O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) informou que o processo corre sob sigilo.

Denúncias detalhadas de pelo menos 16 mulheres

O processo administrativo disciplinar apurou denúncias de pelo menos 16 mulheres que afirmaram terem sido assediadas por Rosolen. Ex-alunas de pós-doutorado, que preferiram não se identificar, relataram episódios de contatos físicos inapropriados, convites inconvenientes e assédio moral após recusarem as investidas do professor.

Os casos ocorreram entre os anos de 2021 e 2024, período em que as vítimas eram alunas do docente. As acusações incluem toques físicos inadequados, convites para viagens e para frequentar academias, além de perseguição e intimidação no ambiente acadêmico.

Esta decisão da USP marca um passo importante no combate ao assédio nas instituições de ensino superior, reforçando a necessidade de mecanismos eficazes de proteção às vítimas e de responsabilização dos agressores. A universidade demonstrou, com a demissão, que está levando a sério as denúncias e priorizando a segurança e o bem-estar de suas alunas e funcionárias.

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