Dois homens são presos por matar pedreiro com 19 tiros após boato falso de estupro na Serra, ES
Presos por matar pedreiro após boato falso de estupro na Serra, ES

Dois homens são presos por assassinato de pedreiro após boato falso na Serra, Espírito Santo

Kauã Vital dos Santos, de 18 anos, e Érick Gordiano dos Santos, de 26 anos, foram presos pela Polícia Civil do Espírito Santo como suspeitos de matar o pedreiro Alessandro Schmidt, de 46 anos, com 19 tiros. O crime ocorreu no bairro São Judas Tadeu, na Serra, região da Grande Vitória, e foi motivado por um boato falso de que a vítima seria um estuprador, informação que os investigadores já descartaram.

Detalhes do crime e prisão dos suspeitos

Os dois homens foram localizados e presos na região de Melgaço, zona rural de Domingos Martins, na Região Serrana do estado. De acordo com as investigações, eles cometeram o homicídio no último domingo, 15 de março, quando Alessandro Schmidt estava na porta de sua casa, participando de uma confraternização com a família. Os suspeitos passaram de moto e efetuaram os disparos, resultando na morte imediata da vítima.

Ao serem capturados, Kauã e Érick confessaram o crime e admitiram que agiram com base em informações equivocadas repassadas por terceiros. A polícia está à procura de uma mulher, apontada como responsável por espalhar o boato e que pode ser enquadrada como mandante do homicídio.

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Papel da mulher suspeita e confirmação do alvo

Segundo o delegado adjunto da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra, Pedro Henrique, a mulher não apenas disseminou a informação falsa, mas também solicitou apoio aos criminosos para executar o suposto estuprador. "Ela não atirou, mas foi fundamental para a morte do Alessandro. Ela solicita apoio a esses criminosos para que matassem esse suposto estuprador. Alessandro não tem nada a ver com estupro, era um homem totalmente inocente", afirmou o delegado.

Os suspeitos chegaram a enviar imagens da vítima para a mulher, que confirmou ser o alvo e autorizou a execução. "Eles passam as características, enviam imagens, e ela confirma que seria aquela pessoa. A partir disso, decidem praticar o crime", explicou Pedro Henrique.

Contexto do crime e envolvimento com criminosos locais

Antes do homicídio, os acusados pegaram uma arma emprestada com criminosos da região, usando a justificativa de que iriam matar um estuprador. Após perceberem o erro, ficaram em uma situação complicada tanto com a polícia quanto com os próprios criminosos. Embora não tenham passagens pela polícia, os dois já eram conhecidos por envolvimento com atividades criminosas na área.

Alessandro Schmidt era uma pessoa conhecida e querida no bairro, e sua morte ocorreu simplesmente por guardar semelhanças físicas com o suposto estuprador mencionado no boato. A polícia ressaltou que o caso não tem relação com a morte do filho de 14 anos da vítima, ocorrida há cerca de três meses após um confronto com a polícia.

Busca pela mulher suspeita e próximos passos

A Polícia Civil continua em busca da mulher suspeita de ter espalhado o boato e determinado o crime. As investigações seguem para apurar todos os detalhes e garantir que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados. A divulgação das informações ocorreu nesta quinta-feira, 19 de março, destacando a gravidade de crimes baseados em informações falsas e a importância de combater a disseminação de boatos na comunidade.

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