Homem é preso e solto após pagar fiança por desviar energia para carregar carro elétrico em Fortaleza
Um homem de 34 anos foi preso em flagrante na última quinta-feira (26) por suspeita de furtar energia elétrica para carregar um veículo elétrico em Fortaleza, capital do Ceará. No entanto, Diego do Nascimento Lima foi solto após pagar fiança, conforme decisão judicial homologada na sexta-feira (27). A prática ilegal, conhecida popularmente como "gato", foi identificada durante uma ação de inspeção da Enel Ceará com apoio das forças de segurança do estado.
Detenção e liberação após fiança
A prisão ocorreu por volta das 6h45 no bairro Boa Vista, onde técnicos da Enel encontraram irregularidades na garagem da residência. Foi constatada uma ligação direta na unidade consumidora e desvio de energia elétrica, com um carregador para veículos elétricos conectado de forma clandestina à rede pública, sem medição adequada. Conforme a decisão da Vara de Audiências de Custódia de Fortaleza, o autuado foi posto em liberdade mediante pagamento de fiança arbitrada pela Autoridade Policial, que foi devidamente quitada.
O Ministério Público se manifestou a favor da homologação do auto de prisão em flagrante e da manutenção da fiança, posição acatada pelo juiz responsável. A defesa do suspeito não foi localizada para comentar o caso, e órgãos como a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) e o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) não informaram o valor exato da fiança até o momento da publicação.
Contexto do furto de energia no Ceará
Este caso não é isolado no estado. Ainda na última quinta-feira (26), outra pessoa foi presa por furto de energia no município de Aracati, na região Leste, onde a prática ilegal durava cerca de quatro anos. Na terça-feira (24), um homem também foi detido em flagrante por crime similar em Quixeré. De acordo com balanço da Enel Ceará, em 2025 mais de 180 pessoas foram presas por furto de energia no estado, e mais de 447 mil residências foram afetadas por essa modalidade criminosa.
A identificação de irregularidades é realizada por meio de análise de dados e inspeções em campo por equipes especializadas, que avaliam diariamente o consumo dos clientes. O furto de energia é um crime com pena prevista de um a oito anos de reclusão, destacando a gravidade das ações ilegais que comprometem a infraestrutura elétrica e a segurança pública.
O caso de Diego do Nascimento Lima serve como alerta para as consequências legais de práticas como o "gato", especialmente com o aumento do uso de veículos elétricos, que demandam carregamento frequente. As autoridades continuam a reforçar a fiscalização para coibir esses desvios, que geram prejuízos significativos para o sistema elétrico e para a sociedade como um todo.



