Justiça concede liberdade provisória a policial penal preso por embriaguez e desacato em Boa Vista
Policial penal é solto após prisão por embriaguez e desacato em RR

Justiça concede liberdade provisória a policial penal preso por embriaguez e desacato em Boa Vista

A Justiça de Roraima determinou a soltura do policial penal Carlos Henrique Ferreira Santos, de 30 anos, que estava preso desde a última quinta-feira (2) após ser flagrado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) dirigindo sob suspeita de embriaguez, além de cometer resistência à prisão e desacato. O caso ocorreu no bairro Aeroporto, localizado na zona Oeste da capital Boa Vista.

Decisão judicial e medidas cautelares

Em audiência de custódia realizada na sexta-feira (3), o juiz Jaime Pla Pujades de Avila concedeu liberdade provisória ao acusado, entendendo que não há necessidade de mantê-lo preso. O magistrado destacou que o suspeito é primário, possui endereço fixo e exerce profissão lícita, fatores que justificam a aplicação de medidas cautelares alternativas.

Como condições para a soltura, Carlos Henrique teve sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa e deverá comparecer mensalmente ao fórum para prestar contas à Justiça. Os crimes imputados a ele – relacionados a trânsito e desacato – podem resultar em pena máxima de até quatro anos de prisão, mas o juiz considerou que as medidas impostas são suficientes para garantir o andamento do processo.

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Detalhes da abordagem e tentativa de fuga

Segundo relato da PRF, os agentes realizavam patrulhamento de rotina quando o veículo conduzido por Carlos Henrique ultrapassou a viatura em alta velocidade, executando uma manobra considerada de risco. Diante da situação, a equipe acionou sinais luminosos e sonoros para ordenar a parada, mas o motorista ignorou as determinações e tentou fugir.

O policial penal só interrompeu a fuga ao estacionar no acostamento da Avenida João de Alencar. Ao descer do carro, apresentou comportamento agressivo, xingou os agentes e se recusou a obedecer aos comandos, como colocar as mãos na cabeça. Em um momento da abordagem, Carlos Henrique chegou a invocar sua própria profissão, gritando aos policiais rodoviários que "também era policial e não iria obedecer o que lhe era pedido".

Apuração administrativa e posicionamentos

A Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (Sejuc) informou que tomou conhecimento da ocorrência e que o caso está sendo acompanhado pela Corregedoria, que deverá conduzir um procedimento administrativo para apurar a conduta do servidor. Enquanto isso, a defesa de Carlos Henrique ainda não se manifestou publicamente, e o g1 segue tentando estabelecer contato com os advogados.

O episódio reforça a discussão sobre a responsabilidade de agentes públicos no trânsito e a aplicação da lei de forma isonômica, especialmente quando envolvidos em situações de embriaguez e desrespeito à autoridade. As medidas cautelares impostas pelo juiz buscam equilibrar a gravidade dos atos com o direito à presunção de inocência, mas o desfecho final dependerá dos trâmites judiciais e administrativos em curso.

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