Delegado homenageia policial morto em operação após condenação de assassino a 43 anos
Policial morto em operação: delegado homenageia colega após condenação

Delegado emociona-se ao relembrar colega policial assassinado durante operação no Maranhão

Em um comovente depoimento publicado nesta sexta-feira (13), o delegado Matheus Zanatta prestou uma sentida homenagem ao policial civil Marcelo Soares da Costa, que foi brutalmente assassinado durante uma operação policial no estado do Maranhão. A manifestação ocorreu logo após a condenação do autor do crime, Bruno Arcanjo, a impressionantes 43 anos de reclusão pelo homicídio do agente piauiense.

Condenação histórica e memória viva

Bruno Arcanjo, identificado como o executor do policial, recebeu a pesada sentença pela justiça, fechando um capítulo judicial do caso que chocou a corporação. Imediatamente após o veredito, o delegado Zanatta utilizou suas redes sociais para expressar sua dor e saudade, escrevendo com emoção: "Marcelo jamais será esquecido. Sua história permanece viva entre nós, e seu exemplo seguirá inspirando gerações de policiais".

O magistrado ainda detalhou o momento exato em que recebeu a trágica notícia, revelando que estava em uma academia de ginástica quando atendeu a ligação do então secretário de Segurança Pública, Chico Lucas. "Era uma terça-feira, dia 3 de setembro de 2024 [...] informando que Marcelo havia falecido durante uma operação na cidade de Santa Luzia do Paruá", recordou Zanatta, visivelmente abalado pela lembrança.

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Operação que terminou em tragédia

Marcelo Soares, com 42 anos de idade e integrante do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) da Polícia Civil do Piauí, participava de uma missão que deveria ser rotineira, mas que se transformou em uma cena de violência extrema. A equipe policial realizava uma operação direcionada a Bruno Arcanjo, suspeito de cometer estelionato, quando o criminoso reagiu de forma agressiva.

Ao perceber a presença dos agentes, Arcanjo tentou se esconder dentro de uma residência e, em seguida, efetuou disparos contra os policiais utilizando uma pistola 9mm de uso restrito. O policial Marcelo foi atingido por um tiro na região da axila, sendo socorrido rapidamente, mas infelizmente não resistiu aos ferimentos graves. Outros três policiais, incluindo o delegado Laércio Evangelista, também foram alvo dos tiros, mas escaparam ilesos milagrosamente.

Legado de dedicação e profissionalismo

Em seu emocionado relato, o delegado Zanatta destacou as qualidades excepcionais do colega falecido, com quem compartilhou experiências profissionais significativas. "Marcelo era do meu turno no COTE. Fizemos juntos o tão sonhado curso de operações", afirmou, acrescentando que o policial sempre demonstrou extrema dedicação não apenas ao trabalho, mas também à sua família e amigos.

"Sempre foi um policial extremamente dedicado ao trabalho, à sua família e aos amigos. Com sua postura e compromisso, tornou-se uma referência para todos dentro da Polícia Civil", completou o delegado, enfatizando o vazio deixado pela perda. Marcelo Soares, que também atuou como instrutor na Academia de Polícia, deixou uma esposa e uma filha de apenas quatro anos na época do ocorrido, tornando a tragédia ainda mais dolorosa para seus entes queridos e colegas de profissão.

Justiça é feita, mas a dor permanece

A condenação de Bruno Arcanjo a 43 anos de prisão representa um importante passo na busca por justiça, mas não apaga a dor da perda irreparável. O caso serve como um alerta sombrio sobre os perigos enfrentados diariamente pelos profissionais de segurança pública em todo o país, que arriscam suas vidas para proteger a sociedade.

A operação que terminou com a morte do policial exemplifica os riscos inerentes ao combate ao crime organizado e às fraudes bancárias, áreas nas quais Marcelo Soares atuava com bravura e competência. Sua memória continua a inspirar seus companheiros de farda, que seguem honrando seu legado de coragem e comprometimento com a lei e a ordem.

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