Polícia Civil cumpre mandados de prisão em caso de assassinato de produtor rural em Miranorte
Nesta terça-feira (10), a Polícia Civil revelou detalhes sobre a operação que resultou na prisão de quatro suspeitos envolvidos no assassinato do empresário José Geraldo Oliveira Fonseca, conhecido como "Geraldo do Abacaxi", ocorrido em Miranorte, na região central do Tocantins. O crime, que chocou a comunidade local, foi encomendado por um fazendeiro rival, segundo as investigações.
Detalhes do crime e perfil da vítima
José Geraldo Oliveira Fonseca, de 39 anos, foi morto a tiros no dia 7 de setembro de 2024, enquanto jantava com a família em uma pizzaria no centro de Miranorte. Dois homens armados invadiram o estabelecimento, efetuaram diversos disparos contra o produtor rural e roubaram um cordão que estava em seu pescoço antes de fugir. A ação foi registrada por câmeras de segurança.
Geraldo era lembrado por familiares como um homem trabalhador, honesto e dedicado à família. Ele atuava no ramo de produção de abacaxis há 18 anos, mantendo um escritório e empregando funcionários para o manejo das frutas. Deixou esposa e dois filhos.
"Sempre vou lembrar dos nossos momentos em família. Ele sempre incluía a gente em tudo, até em viagens. Era muito atencioso com as crianças. Ajudava todo mundo à sua volta", contou um parente que preferiu não se identificar.
Operação policial e prisões
A operação desta terça-feira visou os envolvidos no crime, incluindo o mandante, intermediários e executores. Os detalhes incluem:
- Mandante: Um fazendeiro rival, preso em Miranorte, que atuava no mesmo ramo de produção de abacaxis e era concorrente direto de Geraldo.
- Intermediários: Três homens responsáveis por contratar os pistoleiros; dois foram capturados em Miranorte e um no Rio de Janeiro.
- Executores: Dois pistoleiros foram localizados em Maceió (Alagoas). Durante a tentativa de prisão, eles reagiram, entraram em confronto com as equipes policiais e acabaram morrendo. Nenhum policial ficou ferido.
Além das prisões, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos.
Investigação e motivações
O delegado Afonso Lira explicou que a investigação segue em andamento, com as prisões temporárias por 30 dias para aprofundar a motivação. "O que já foi levantado é que eram empresários rivais no âmbito da produção e venda de abacaxis, eram inimigos declarados e tinham problemas pessoais entre ambos", disse.
O delegado Heliomar dos Santos Silva, responsável pela investigação, revelou que o crime foi meticulosamente planejado. O monitoramento bancário indicou que o pagamento pela morte do empresário foi realizado de forma fracionada, por meio de diversos depósitos nas contas dos executores.
A identificação de um dos atiradores foi possível graças ao trabalho de papiloscopia, que obteve fragmentos de digitais, e ao apoio dos setores de inteligência da Polícia Civil de Alagoas e do Rio de Janeiro, além da Polícia Rodoviária Federal.
As investigações prosseguem para esclarecer se houve a participação de outros envolvidos na dinâmica do crime.



