Polícia Civil encerra investigações sobre morte de homem em conflito entre facções no Acre
A Polícia Civil do Acre finalizou as investigações referentes ao assassinato de Michael John Damascena de Almeida, um homem de 33 anos que foi executado no dia 8 de outubro do ano passado. O crime foi cometido por um grupo de cinco indivíduos encapuzados, que se passaram por policiais durante a ação. Nesta semana, a polícia efetuou a prisão de seis suspeitos envolvidos no caso, com cinco detidos na quarta-feira (15) e um nesta quinta-feira (16), enquanto um sétimo suspeito permanece foragido.
Detalhes das prisões e motivação do crime
Conforme informações divulgadas pelo delegado Luccas Vianna, que conduziu as investigações, as prisões ocorreram em diferentes localidades do estado. Três dos suspeitos foram capturados em Assis Brasil, um em Epitaciolândia, e outros dois homens, que também participaram da execução, já se encontravam detidos no Complexo Penitenciário de Rio Branco por outros crimes anteriores. Ao todo, pelo menos oito pessoas estiveram diretamente envolvidas na morte de Michael John.
A motivação central do assassinato foi um acerto de contas relacionado a disputas entre facções criminosas. A vítima tinha supostas ligações com a facção B13 e frequentava a residência do suposto líder desse grupo em Assis Brasil. No entanto, investigações posteriores revelaram que Michael John também circulava pelo bairro Bela Vista, área dominada pelo Comando Vermelho, o que despertou a atenção dos rivais e levou ao cerco que resultou em sua morte.
Contexto da guerra entre facções e histórico da vítima
Além disso, a Polícia Civil apontou que outro fator que contribuiu para o crime foi a participação da vítima em ataques contra uma liderança da facção rival. "Segundo informação, ele teria participação em um atentado contra a vida do chefe do CV em Assis Brasil, por isso, esse crime ocorreu devido à guerra entre facções", explicou o delegado Luccas Vianna. A investigação também permitiu identificar que Michael John possuía um mandado de prisão em aberto na cidade de Itaberaba, na Bahia, por homicídio qualificado, estando foragido da justiça na época do assassinato.
A arma utilizada no crime foi apreendida pelas autoridades, reforçando as evidências contra os suspeitos. O caso destaca a violência decorrente dos conflitos entre organizações criminosas no estado do Acre, com a polícia enfatizando a importância das oitivas e do trabalho investigativo para desvendar os detalhes e prender os envolvidos. As prisões recentes representam um avanço significativo no combate ao crime organizado na região, embora a busca pelo suspeito foragido continue em andamento.



