Piloto acumula quatro investigações por episódios violentos no Distrito Federal
Novas denúncias ampliam o histórico de violência atribuído ao piloto e empresário Pedro Arthur Turra, de 19 anos, no Distrito Federal. A Polícia Civil já investiga quatro ocorrências distintas envolvendo o jovem, todas com diferentes níveis de agressividade. As investigações estão concentradas nas delegacias de Vicente Pires e Taguatinga, revelando um padrão de comportamento que preocupa as autoridades.
Casos recentes ampliam o cerco policial
Nesta semana, duas novas ocorrências foram registradas contra Turra na Delegacia de Vicente Pires. Um vídeo obtido pela imprensa mostra o piloto agredindo um homem de 49 anos durante uma discussão em Águas Claras. O episódio ocorreu em julho do ano passado, após um acidente de trânsito, mas a vítima só decidiu registrar o boletim de ocorrência nesta quarta-feira (28), motivada pela solidariedade à família do adolescente agredido anteriormente.
Além disso, uma jovem de 18 anos denunciou Turra por tê-la forçado a ingerir bebida alcoólica quando ela ainda era menor de idade. O fato teria acontecido em junho do ano passado, durante uma festa no Jóquei Clube de Brasília. A polícia recebeu um vídeo que mostra a jovem tentando se afastar enquanto Pedro segura uma garrafa de vodka. Se confirmado, o piloto pode responder por crime com pena de dois a quatro anos de prisão.
Histórico de agressões e consequências
Na última sexta-feira (24), Pedro Turra se envolveu em uma briga com um adolescente de 16 anos, que começou após o piloto jogar um chiclete mascado em outro jovem. A vítima foi hospitalizada, entrou em coma e permanece em estado crítico, sob sedação máxima e sem perspectiva de alta. Turra foi preso em flagrante, mas liberado após pagar fiança de R$ 24,3 mil. Ele também foi desligado do quadro de pilotos da temporada 2026 da Fórmula Delta.
Outro caso registrado nesta semana revela uma agressão anterior, ocorrida em 28 de junho do ano passado, em uma praça de Águas Claras. Um jovem de 18 anos afirmou ter levado socos no rosto e nas costelas durante uma discussão. Com isso, as investigações agora abrangem quatro episódios: a briga na praça, o caso de trânsito, a agressão ao adolescente e a denúncia de fornecimento de bebida alcoólica.
Depoimentos e possíveis medidas judiciais
Em depoimento à Polícia Civil, Pedro Turra narrou sua versão dos fatos sobre a briga com o adolescente. Ele afirmou que a confusão começou com uma brincadeira de jogar chiclete e que sua intenção era apartar a discussão, não machucar. Testemunhas mencionaram que o adolescente manuseava um canivete antes da briga, mas o item não aparece nas imagens de segurança analisadas pela polícia.
O delegado Pablo Aguiar, da 38ª DP, destacou que a polícia pode solicitar à Justiça a apreensão do passaporte de Turra para evitar risco de fuga. "Cabe à justiça tomar essa decisão. Não é mais com a delegacia. A gente agiu, a gente prendeu e hoje ele está em liberdade não por vontade policial", afirmou. A defesa do piloto informou que não vai se pronunciar sobre os casos em andamento.
A situação expõe a gravidade das acusações e a necessidade de apuração rigorosa por parte das autoridades. Enquanto as investigações prosseguem, a sociedade aguarda desfechos que possam garantir justiça para as vítimas e responsabilização adequada para os envolvidos.