PF deflagra 3ª fase da Operação Compliance Zero com prisões e bloqueio de R$ 22 bilhões
PF prende Daniel Vorcaro em nova fase da Operação Compliance Zero

Polícia Federal avança na Operação Compliance Zero com prisões e bloqueio bilionário

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4 de março de 2026), a terceira fase da Operação Compliance Zero, uma ação de grande envergadura que resultou na execução de quatro mandados de prisão preventiva e quinze de busca e apreensão. As ordens judiciais, expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), foram cumpridas em endereços localizados nos estados de São Paulo e Minas Gerais, com o apoio fundamental do Banco Central do Brasil.

Detenção de Daniel Vorcaro e evidências digitais

Entre os presos está o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que foi capturado novamente após a descoberta de mensagens comprometedoras em seu telefone celular. As investigações revelaram que, em um grupo no WhatsApp, Vorcaro discutia planos para que dois capangas cometessem atos de violência contra jornalistas que vinham acompanhando o caso com uma postura crítica. Essas evidências foram determinantes para a nova prisão, destacando o uso de tecnologia na prática de crimes.

Medidas judiciais rigorosas e bloqueio de ativos

Além das prisões, o STF determinou o afastamento de cargos públicos para alguns dos investigados, bem como o sequestro e bloqueio de bens, totalizando um montante impressionante de até R$ 22 bilhões. Segundo a PF, essa medida tem como objetivo principal interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores que possam estar relacionados às práticas ilícitas apuradas. A operação visa combater uma organização criminosa suspeita de envolvimento em crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.

Contexto e impacto da operação

A Operação Compliance Zero representa um esforço contínuo das autoridades para enfrentar a criminalidade organizada no setor financeiro, com foco em garantir a transparência e a legalidade. A participação do Banco Central reforça a seriedade das investigações, que buscam não apenas punir os responsáveis, mas também prevenir futuras atividades ilegais. As ações desta terceira fase demonstram um avanço significativo no combate a esses delitos, com repercussões que podem afetar a economia e a segurança pública.

Os detalhes da operação continuam a ser apurados, e espera-se que novas informações surjam nos próximos dias, à medida que a PF analisa os materiais apreendidos e aprofunda as investigações sobre a rede criminosa envolvida.