Operação Riga: PF investiga invasão de sistemas do INSS para fraudes no Distrito Federal
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 7 de maio, uma operação de grande porte contra um grupo suspeito de invadir os sistemas internos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com o objetivo de cometer fraudes e irregularidades. A ação, batizada de Operação Riga, mobilizou agentes federais em três endereços localizados no Distrito Federal, onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão.
Investigações apontam acesso indevido à rede interna do INSS
As investigações tiveram início após a identificação de indícios concretos de acesso não autorizado à rede interna do INSS, com suspeitas de comprometimento de credenciais de acesso e dados sensíveis dos beneficiários. A PF suspeita que os investigados, possivelmente funcionários ou ex-funcionários do instituto, tenham utilizado suas funções dentro da autarquia para facilitar as invasões e perpetrar as fraudes.
Segundo fontes da corporação, o grupo agia de forma organizada, explorando vulnerabilidades nos sistemas para obter informações privilegiadas e manipular processos de concessão de benefícios previdenciários. As buscas realizadas visam coletar provas materiais, como computadores, documentos e dispositivos de armazenamento, que possam corroborar as acusações.
Crimes investigados e possíveis penalidades
Se confirmadas as suspeitas, os envolvidos poderão responder por uma série de crimes, com destaque para o crime de invasão de dispositivo informático, previsto no artigo 154-A do Código Penal. Além disso, outros delitos correlatos, como falsificação de documentos, estelionato e formação de quadrilha, podem ser apurados conforme o desenrolar das investigações.
A operação representa um golpe significativo contra esquemas de fraude que prejudicam não apenas os cofres públicos, mas também a integridade do sistema de seguridade social brasileiro. A Polícia Federal reforça que continuará atuando de forma incisiva para coibir práticas ilícitas que envolvam órgãos públicos federais.
A sede do INSS em Brasília, local simbólico da operação, permanece sob o foco das investigações, embora as atividades administrativas do instituto não tenham sido interrompidas. A expectativa é que novas diligências sejam realizadas nos próximos dias, com possíveis desdobramentos que possam levar à identificação de mais integrantes do grupo.



