PF apreende grande quantidade de cigarros eletrônicos em operação entre SP e MS
PF apreende cigarros eletrônicos em operação em SP e MS

Operação da Polícia Federal apreende cigarros eletrônicos em cidades de São Paulo e Mato Grosso do Sul

Na manhã desta quinta-feira, 12 de setembro, a Polícia Federal de Jales, no interior de São Paulo, conduziu uma operação de combate ao comércio ilegal de cigarros eletrônicos, resultando na apreensão de uma grande quantidade desses dispositivos e materiais correlatos. A ação, batizada de Operação HIT, ocorreu simultaneamente em Santa Fé do Sul, no estado de São Paulo, e em Paranaíba, no Mato Grosso do Sul.

Mandados judiciais cumpridos em estabelecimentos comerciais e residenciais

A operação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de São José do Rio Preto. Em Santa Fé do Sul, três dos mandados foram executados: um em endereço residencial e dois em estabelecimentos comerciais. Já no município sul-matogrossense de Paranaíba, o quarto mandado foi cumprido também em uma propriedade residencial.

Entre os itens apreendidos estão dispositivos eletrônicos utilizados para fumar, conhecidos popularmente como cigarros eletrônicos, vapes e pods, além de líquidos como essências, tanto de origem nacional quanto estrangeira. Todo o material foi encaminhado para a sede da Polícia Federal em Jales, responsável pelas investigações, e posteriormente será enviado à Receita Federal.

Investigação aponta reincidência no comércio clandestino

De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Federal, a investigação identificou que um comerciante de Santa Fé do Sul continuava vendendo os produtos clandestinamente, mesmo após ter sido alvo de uma operação semelhante há três anos. Os responsáveis pelos estabelecimentos investigados agora poderão responder pelo crime de contrabando, cuja pena máxima pode chegar a cinco anos de prisão.

A venda de dispositivos eletrônicos para fumar e seus acessórios é expressamente proibida no Brasil por norma da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A fabricação desses aparelhos não é autorizada no país e não passa por qualquer controle sanitário, o que aumenta os riscos à saúde dos consumidores.

Riscos à saúde e público-alvo do comércio ilegal

Os cigarros eletrônicos são aparelhos alimentados por bateria que podem ter formatos variados, como cigarros convencionais, canetas ou pen drives. Muitos contêm aditivos aromatizantes, substâncias tóxicas e nicotina, uma droga que causa dependência e pode levar a doenças graves e até à morte.

Produtos falsificados ou produzidos clandestinamente são comuns nesse mercado ilegal, sem qualquer fiscalização sobre os ingredientes utilizados. A Polícia Federal destaca que jovens são frequentemente os principais alvos desse comércio, atraídos pelos sabores das essências e pela facilidade de uso.

Além da fabricação, também são proibidas no Brasil a importação, a propaganda e a comercialização desses produtos, inclusive por meio da internet. A Operação HIT reforça o compromisso das autoridades em combater essa prática ilegal que coloca em risco a saúde pública, especialmente de adolescentes e jovens adultos.