Passaporte de Eliza Samudio é enviado de Lisboa para o Itamaraty em Brasília
Passaporte de Eliza Samudio vai para Itamaraty

Um passaporte em nome de Eliza Samudio, modelo assassinada em 2010, será enviado do Consulado-Geral do Brasil em Lisboa para a sede do Itamaraty, em Brasília. O documento, encontrado no final de 2025 em um apartamento alugado em Portugal, será colocado à disposição da família da vítima.

Descoberta do documento reacende memória do crime

A descoberta do passaporte trouxe novamente à tona um dos casos criminais de maior repercussão da última década no Brasil. Eliza Samudio desapareceu em junho de 2010, aos 25 anos, e seu corpo jamais foi localizado. Ela era mãe de um filho com o ex-goleiro Bruno Fernandes, então jogador do Flamengo.

O passaporte registra a entrada de Eliza em Portugal no dia 1º de maio de 2007. No entanto, o documento não contém nenhum carimbo de saída do país europeu. De acordo com informações do caso, ela teria retornado ao Brasil com uma autorização especial emitida pelo Consulado.

Itamaraty confirma procedimento e resguarda privacidade

Em nota oficial enviada à imprensa, o Ministério das Relações Exteriores confirmou o procedimento. O Consulado-Geral em Lisboa foi instruído a remeter o passaporte, já expirado e cancelado, para Brasília. O Itamaraty afirmou que o documento ficará à disposição da família, caso manifestem interesse em recebê-lo.

A pasta também destacou que, em observância à Lei de Acesso à Informação e ao direito à privacidade, não divulga detalhes sobre serviços consulares prestados a cidadãos brasileiros. A medida visa proteger informações pessoais e a assistência oferecida.

Condenação do goleiro Bruno e destino do passaporte

O ex-goleiro Bruno Fernandes foi condenado pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado de Eliza Samudio. O julgamento e a condenação do atleta tiveram ampla cobertura da mídia e comoção nacional.

O passaporte foi encontrado entre livros, no fim de 2025, por um homem que morava no imóvel alugado em Portugal com a família. Após reconhecer a foto de Eliza, devido à grande repercussão do caso, ele entregou o documento às autoridades consulares brasileiras.

Agora, o Itamaraty assume a custódia final do item, encerrando mais um capítulo tangencial deste trágico episódio que permanece na memória do país, à espera de que a família decida o destino dessa última lembrança física da jovem modelo.