Padrasto preso por envenenamento de menina de 9 anos em Alto Horizonte: caso ainda tem pontos obscuros
Padrasto preso por envenenar menina de 9 anos em GO: investigação continua

Padrasto preso por envenenamento de menina de 9 anos em Alto Horizonte: caso ainda tem pontos obscuros

O padrasto de uma menina de 9 anos, que morreu envenenada em Alto Horizonte, no norte de Goiás, está preso preventivamente, mas o caso ainda possui diversos pontos não esclarecidos, sob investigação da Polícia Civil. Ronaldo Alves de Oliveira é suspeito da morte de Weslenny Rosa Lima e da tentativa de homicídio do irmão dela, de 8 anos, que sobreviveu. A defesa do acusado afirma que vai provar sua inocência, enquanto as autoridades buscam respostas para os mistérios que cercam a tragédia.

Detalhes do crime e sintomas das vítimas

Weslenny faleceu no dia 28 de março, após passar mal horas depois de um jantar em família, ocorrido na noite anterior. Segundo a polícia, ela foi envenenada durante a refeição, que consistia em arroz, feijão e carne moída. A menina foi levada ao Hospital Municipal Darcy Pacheco, apresentando crises convulsivas, mas não resistiu, evoluindo para uma parada cardiorrespiratória. Logo após sua morte, o irmão caçula também adoeceu com sintomas semelhantes, porém mais leves, e foi internado, recebendo alta uma semana depois.

A perícia da Polícia Científica identificou que a substância tóxica foi colocada no arroz, tratando-se de terbufós, princípio ativo do veneno popularmente conhecido como chumbinho. O delegado Domênico Rocha, responsável pelo caso, revelou que o mesmo veneno causou a morte de quatro gatos encontrados no quintal, animais que costumavam comer restos de comida dos moradores.

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Pontos não esclarecidos na investigação

A investigação enfrenta várias incógnitas. Uma delas é a descoberta de uma panela com restos do arroz envenenado guardada na geladeira da família, contendo grânulos negros semelhantes ao chumbinho. Esse fato é intrigante, pois, em teoria, o autor do crime não manteria a prova armazenada. Em seu depoimento, Ronaldo afirmou ter jogado o resto do arroz no lixo, deixando apenas sobras de feijão na panela.

Outro ponto a ser esclarecido é por que apenas Ronaldo e as crianças apresentaram sintomas, enquanto a mãe, Nábia Rosa Pimenta, não, mesmo todos tendo consumido a mesma refeição. Ronaldo relatou ter vomitado diversas vezes após a internação de Weslenny, com a defesa afirmando que ele vomitou 10 vezes durante uma viagem para visitar o enteado no hospital. O Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano confirmou o atendimento a Ronaldo e Nábia, mas não detalhou os sintomas.

Relacionamento e vídeo com ameaças

O relacionamento entre Ronaldo e Nábia, que dura cinco anos e é descrito como aberto, também está sob escrutínio. Embora Ronaldo tenha definido a convivência como tranquila, o irmão de Weslenny contou à polícia que ambos sofreram agressões pontuais do padrasto. A mãe afirmou que vinha tentando terminar o relacionamento devido a tensões constantes, sugerindo que Ronaldo poderia ter motivos para atacá-la.

Um vídeo gravado por Ronaldo, no qual ele faz ameaças sem citar nomes, é outro elemento a ser investigado. Nas imagens, ele aparece emocionado, falando sobre dar um jeito na vida dos outros e também ameaçando a própria vida. A defesa argumenta que o vídeo tem mais de três anos e não há histórico de agressões, mas Nábia relatou em depoimento que o recebeu em visualização única, interpretando-o como uma ameaça a ela e às crianças.

Defesa e continuação das investigações

A defesa de Ronaldo, representada pelos advogados Tiago Custódio dos Santos e Sara Marques, emitiu uma nota afirmando que acredita na inocência do cliente e que elementos comprovatórios surgirão em breve. Eles orientaram Ronaldo a se apresentar espontaneamente à polícia para colaborar com os esclarecimentos.

A Polícia Civil continua a investigar o caso, não descartando o envolvimento de terceiros. O delegado Domênico afirmou que a mãe das crianças ainda é considerada suspeita, e todos os aspectos estão sendo minuciosamente analisados para elucidar a tragédia que abalou a comunidade de Alto Horizonte.

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