Operação Carga Pesada II prende quatro policiais civis em Minas Gerais por suspeita de corrupção
Operação prende quatro policiais civis em MG por corrupção

Operação Carga Pesada II prende quatro policiais civis em Minas Gerais por suspeita de corrupção

Em uma ação coordenada, quatro policiais civis foram detidos temporariamente nesta terça-feira (3) durante a Operação Carga Pesada II, que investiga crimes de roubo e furto de cargas no estado de Minas Gerais. A operação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), regional de Patos de Minas, contou com o apoio da Polícia Militar de Minas Gerais e da Corregedoria da Polícia Civil.

Detenções e mandados cumpridos

De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), os policiais presos são três investigadores e um escrivão vinculados ao Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), da Polícia Civil mineira. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão nas cidades de Belo Horizonte e Ribeirão das Neves, localizadas na Região Metropolitana da capital.

Segundo as investigações, há indícios de que os policiais teriam cometido crimes contra a administração pública, recebendo vantagens indevidas de integrantes de uma organização criminosa que foi alvo da primeira fase da operação. A suspeita é de que os agentes atuassem em benefício do grupo investigado, comprometendo a integridade das investigações policiais.

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Denúncia do promotor de justiça

O promotor de justiça Lucas Romão explicou detalhes do caso: "Esses policiais pertenciam a uma delegacia com atuação em todo o estado de Minas Gerais. Eles investigaram um roubo, inicialmente, perpetrado por essa quadrilha no município de Córrego Dantas. Ao chegarem até essa organização criminosa, ao invés de prendê-los, eles então solicitaram vantagem indevida, recebendo, ao que consta, o montante de R$ 250.000".

O objetivo da operação é apurar e desarticular uma associação criminosa que supostamente conta com a participação de servidores da corporação policial, evidenciando um grave caso de corrupção dentro das instituições de segurança pública.

Primeira fase da operação

A Operação Carga Pesada II é um desdobramento da primeira etapa da investigação, deflagrada em 24 de junho de 2025. Na ocasião, o Gaeco cumpriu 25 mandados de prisão e 22 de busca e apreensão em diversas cidades mineiras, como Patrocínio, Uberaba, Ibiá e Alfenas, além de Caruaru (PE) e Itaitinga (CE).

Conforme o MPMG, a organização criminosa tinha base operacional em Patrocínio, no Alto Paranaíba, e era especializada em roubo e furto de cargas de alto valor, com destaque para o café. Os crimes envolviam:

  • Grave ameaça com uso de armas de fogo
  • Fraudes para desvio de mercadorias
  • Participação de motoristas ligados ao esquema

O prejuízo apurado ultrapassa R$ 5 milhões, demonstrando a magnitude dos ilícitos cometidos pela quadrilha.

Resultados da primeira fase

Na primeira fase da operação, 24 pessoas foram presas, e houve apreensão de diversos itens, incluindo:

  1. Veículos
  2. Armas e munições
  3. Dinheiro em espécie
  4. Joias
  5. Documentos
  6. Equipamentos eletrônicos

Além disso, foram determinadas indisponibilidades de bens, bloqueio de valores e restrições sobre imóveis dos investigados, reforçando o combate ao crime organizado e a recuperação de ativos desviados.

A operação continua em andamento, com investigações aprofundadas para desmantelar completamente a rede criminosa e responsabilizar todos os envolvidos, tanto dentro quanto fora da polícia.

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