Operação policial mobiliza 200 agentes em complexos do Rio para conter guerra entre facções
A Polícia Militar do Rio de Janeiro iniciou nesta terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, uma operação de grande porte nos complexos da Pedreira e Chapadão, localizados na Zona Norte da cidade. A ação, que conta com mais de 200 policiais, tem como objetivo principal coibir o roubo de veículos e cargas na região, além de reprimir os conflitos territoriais entre facções criminosas que têm aterrorizado os moradores.
Conflito entre TCP e CV motiva operação
Segundo informações da corporação, a operação visa enfrentar diretamente a guerra por domínio entre o Terceiro Comando Puro (TCP), que controla a área da Pedreira, e o Comando Vermelho (CV), que domina o Chapadão. Esses embates têm resultado em um aumento significativo da violência, comprometendo a segurança e a qualidade de vida dos residentes dessas comunidades.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, a Polícia Militar destacou: "Ações conjuntas do #2ºCPA e unidades do COE – Comando de Operações Especiais – realizam operação nos Complexos da Pedreira e do Chapadão. Cerca de 200 policiais atuam no combate à guerra de facções e roubos de veículos e de cargas na região".
Estrutura e alcance da operação
A mobilização envolve efetivos do 2º Comando de Policiamento de Área (2º CPA) e do COE, com o apoio de unidades do 41º BPM (Irajá), 14º BPM (Bangu), Batalhão de Operações Especiais (Bope), Polícia de Choque (BPChq), Tático de Motociclistas (BPM) e Ações com Cães (BAC). Essa força-tarefa está realizando incursões estratégicas para desmantelar infraestruturas e a cadeia logística utilizada pelas facções.
Os complexos da Pedreira e Chapadão abrangem comunidades nos bairros da Pavuna, Anchieta, Ricardo de Albuquerque e Costa Barros, áreas historicamente afetadas por conflitos criminosos. A operação busca reforçar o policiamento ostensivo e restaurar a sensação de segurança entre os habitantes, que têm sofrido com os constantes confrontos.
Impacto na comunidade e serviços públicos
Como consequência direta da operação e da tensão pré-existente, mais de 15 escolas suspenderam as aulas como medida de precaução. Além disso, uma unidade de saúde de Atenção Primária paralisou o início de seu funcionamento e está avaliando quando retomar os atendimentos. Outra unidade de saúde permaneceu aberta, mas atividades externas foram suspensas para garantir a segurança de profissionais e pacientes.
Essas interrupções destacam o impacto profundo que a violência entre facções tem na rotina dos cidadãos, afetando não apenas a segurança pública, mas também o acesso a serviços essenciais como educação e saúde. A Polícia Militar reitera que a operação está em andamento e que os esforços continuarão até que os objetivos de pacificação sejam alcançados.



