Comerciante enfrenta novo julgamento por homicídio em Santarém após absolvição ser anulada
O comerciante Alan Sousa da Costa será submetido a um novo julgamento pelo Tribunal do Júri na próxima quinta-feira, dia 23, acusado de matar a tiros o jovem Cláudio Josias da Cunha Azevedo, conhecido popularmente como "Bitoca". O crime violento ocorreu em setembro de 2020, no bairro Santo André, localizado na cidade de Santarém, no oeste do estado do Pará.
Réu mantém inocência e processo tem reviravolta judicial
Desde o início das investigações, Alan Sousa da Costa nega veementemente qualquer participação no homicídio. Em um primeiro julgamento realizado anteriormente, ele chegou a ser absolvido pelo júri popular, o que parecia encerrar o caso. Contudo, o Ministério Público recorreu da decisão, conseguindo junto à Justiça a anulação completa do veredicto e a determinação para a realização de um novo julgamento, reiniciando todo o processo penal.
Em entrevista concedida à imprensa local, o comerciante reiterou sua defesa, afirmando categoricamente que não cometeu o crime. Ele detalhou que a arma apreendida pela polícia em seu poder na época dos fatos possuía registro e documentação regularizados, além de destacar que perícias técnicas descartaram que o tiro fatal tenha sido disparado por essa arma específica.
Detalhes do crime e motivação apontada pelas investigações
O homicídio aconteceu na madrugada do dia 28 de setembro de 2020, quando o jovem de 18 anos foi morto dentro da própria casa onde residia, na travessa Bom Jardim com a rua Lauro Sodré. Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil, o réu teria invadido o imóvel durante a madrugada e efetuado disparos de arma de fogo. Cláudio foi atingido no peito e faleceu ainda no local, sem chances de socorro.
De acordo com as apurações policiais, o alvo real do ataque seria o irmão da vítima, conhecido como "Bagatinha", que tinha histórico de furtos na região. Ele estava em um cômodo nos fundos da residência e não foi atingido pelos tiros. As investigações apontaram que, na noite anterior ao crime, o comerciante Alan Sousa da Costa teria ido até o local acompanhado de outra pessoa e feito ameaças, motivadas por um furto ocorrido em seu estabelecimento comercial. Horas depois, por volta das 4 horas da manhã, a residência foi arrombada e o disparo fatal ocorreu.
Atuação das autoridades e contexto da vítima
A Polícia Militar foi acionada imediatamente após o ocorrido e, durante diligências no local, conseguiu localizar o suspeito, que passou a ser apontado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público como autor material do homicídio. A vítima, embora não tivesse registros criminais formais em seu nome, também era citada em ocorrências de pequenos furtos no bairro, conforme relatos de moradores e autoridades.
A defesa do réu será conduzida pelo advogado Igor Dolzanes, que prepara os argumentos para o julgamento. Por outro lado, a acusação, representada pelo Ministério Público, sustenta que há elementos probatórios suficientes para responsabilizá-lo pelo homicídio, incluindo testemunhas e circunstâncias do caso.



