Polícia analisa novas imagens da morte de mulher após discussão com PM em São Paulo
Novas imagens analisadas na morte de mulher após discussão com PM

Polícia analisa novas imagens da morte de mulher após discussão com PM em São Paulo

A polícia civil está analisando novas imagens de câmeras de segurança que registraram os últimos momentos de Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, morta com um tiro disparado por uma policial militar após uma discussão na madrugada da sexta-feira (3), em Cidade Tiradentes, na Zona Leste de São Paulo. As imagens mostram Thawanna e seu marido, Luciano Gonçalvez dos Santos, caminhando e conversando às 2h50 no meio da rua, momentos antes da chegada de uma viatura da Polícia Militar.

Sequência dos fatos captada pelas câmeras

Nas gravações, cerca de 36 segundos após a passagem da viatura, é possível ouvir uma discussão acalorada seguida pelo disparo que atingiu fatalmente a vítima. Thawanna foi socorrida e encaminhada ao Hospital Municipal de Cidade Tiradentes, mas não resistiu aos ferimentos, deixando um filho de apenas 5 anos. A policial Yasmin Cursino Ferreira, identificada como responsável pelo disparo, juntamente com os demais agentes envolvidos, foi afastada de suas funções pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).

O caso está sendo investigado com prioridade pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que busca esclarecer as circunstâncias exatas do ocorrido. A família da vítima alega que a policial não realizou nenhuma abordagem formal e atirou diretamente, enquanto a Polícia Militar sustenta que Thawanna teria partido para cima da equipe, iniciando um confronto físico.

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Versões conflitantes e protestos da comunidade

O marido da vítima, Luciano, relatou à imprensa que a viatura passou em alta velocidade, quase atingindo o casal, o que provocou uma reação de Thawanna. Segundo ele, a policial Yasmin desceu do veículo e efetuou o disparo sem mediação. "Chegou oprimindo ela, deu um chute. Nisso que ela deu um chute, o policial estava com a mão na minha cabeça, com olhos arregalados. Teve disparo. Eu pensei que era bala de borracha", declarou Luciano.

Uma testemunha anônima corroborou parte do relato, afirmando que a viatura foi deliberadamente dirigida contra o casal, gerando a pergunta de Thawanna: "Vai atropelar?". A testemunha descreveu que, após uma discussão, a policial desferiu um murro e um chute, com Thawanna reagindo com um tapa, momento em que a agente se afastou e efetuou o disparo.

Em contrapartida, a versão policial registrada no boletim de ocorrência indica que a equipe fazia patrulhamento quando avistou o casal andando com braços entrelaçados no meio da rua. O homem teria se desequilibrado e batido o braço no retrovisor da viatura, levando os agentes a retornarem para verificar. Segundo a PM, o casal apresentava sinais de embriaguez, desobedeceu a ordens e Thawanna partiu para cima da policial, iniciando agressões físicas.

Investigações em andamento e repercussões

A morte de Thawanna desencadeou uma série de protestos de moradores em Cidade Tiradentes, que manifestaram indignação contra a violência policial. A SSP emitiu uma nota reforçando que o caso é alvo de investigação independente pelo DHPP e de um Inquérito Policial Militar (IPM), com a oitiva de testemunhas, análise de imagens de câmeras corporais e elaboração de laudos periciais.

"A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) informa que a ocorrência foi registrada no 49º Distrito Policial e encaminhada ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que conduz investigação independente sobre os fatos", destacou a pasta. A SSP afirmou ainda que toda irregularidade será rigorosamente apurada e punida nas esferas administrativa e criminal, reafirmando compromisso com a legalidade e a proteção da vida.

Enquanto as investigações prosseguem, a comunidade local aguarda respostas sobre as circunstâncias que levaram à morte de Thawanna, em um caso que evidencia tensões entre a população e as forças de segurança na periferia de São Paulo.

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