Mulher é presa em Piracicaba por forjar sequestro e extorquir a própria família
Mulher presa por forjar sequestro e extorquir família em Piracicaba

Uma mulher de 31 anos foi presa em flagrante na tarde desta segunda-feira (2), após forjar o próprio sequestro e extorquir a própria família no bairro Paulicéia, em Piracicaba, interior de São Paulo. A Polícia Civil conduziu a investigação que desvendou o esquema criminoso, revelando que a suposta vítima nunca esteve em poder de criminosos e arquitetou a história falsa para obter dinheiro dos familiares. A própria mulher confessou o crime após ser abordada pelas autoridades.

Resgate por R$ 5 mil e pagamento via PIX

A polícia informou que começou a apurar o caso após a mãe da falsa vítima registrar um boletim de ocorrência por desaparecimento e extorsão mediante sequestro. A mãe relatou às autoridades que a filha havia desaparecido no dia 30 de janeiro e que recebia mensagens do celular dela afirmando que estava sequestrada e ameaçada de morte caso a família não pagasse um resgate.

Nas mensagens, a mulher detalhava uma situação alarmante: dizia estar em poder de dois homens, um deles armado, sendo mal alimentada, medicada para dormir e que seria levada para um sítio. O pedido inicial de resgate era de R$ 5 mil, mas foi reduzido para R$ 3,5 mil, com solicitação de pagamento via PIX para uma conta em nome da própria suposta vítima.

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Monitoramento e abordagem policial

A Polícia Civil constatou que a mulher não havia saído de Piracicaba em nenhum momento durante o período do suposto sequestro. Mesmo assim, a mãe da suposta vítima realizou a transferência do valor solicitado. Após a confirmação do recebimento do PIX, a suposta vítima informou que seria libertada, sem fornecer detalhes sobre local ou circunstâncias da libertação.

Policiais passaram a monitorar discretamente a residência da família, localizada na Rua Ingá, até que avistaram a mulher caminhando pela rua e falando ao celular, "sem demonstrar qualquer nervosismo ou desespero", conforme descrito no relatório policial. Ela foi imediatamente abordada e conduzida à delegacia para interrogatório.

Confissão e devolução parcial do dinheiro

Na delegacia, a mulher apresentou versões contraditórias sobre os eventos, mas acabou confessando que não havia sido sequestrada. Ela admitiu que permaneceu por dois dias na casa de um amigo durante o período em que alegou estar em cativeiro. A investigada também afirmou que o dinheiro recebido via PIX foi transferido para uma terceira pessoa, que foi identificada, levada à delegacia e autorizou o acesso ao celular.

Essa terceira pessoa devolveu parte do valor recebido à mãe da investigada, conforme determinado pelas autoridades. A Polícia Civil concluiu que a mulher arquitetou o plano de forma criminosa para obter dinheiro da família, aproveitando-se da fragilidade emocional da mãe.

Prisão em flagrante e consequências

Diante dos fatos comprovados, a mulher recebeu voz de prisão em flagrante pelo crime de extorsão. O caso chama a atenção para os mecanismos de investigação policial em situações de suposto sequestro e destaca como as ferramentas digitais, como o PIX, podem ser utilizadas para fins ilícitos.

A atuação da Polícia Civil em Piracicaba foi fundamental para desmontar a farsa e evitar prejuízos maiores à família, demonstrando a importância do trabalho investigativo em casos que envolvem manipulação emocional e crimes financeiros.

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