Mulher grávida é presa por estelionato em golpe de carro no Piauí; prejuízo é de R$ 37 mil
Mulher grávida presa por golpe de carro no Piauí; prejuízo R$ 37 mil

Mulher grávida é presa por estelionato em golpe envolvendo venda de carro no Piauí

Uma mulher grávida, identificada apenas pelas iniciais J.L., foi presa na manhã desta quarta-feira (28) por estelionato em Teresina, capital do Piauí. Segundo a Polícia Civil, ela teria aplicado um golpe na venda e compra de um veículo, atuando como intermediadora fraudulenta em uma negociação que envolveu uma amiga como vítima. O prejuízo total estimado pelas autoridades é de aproximadamente R$ 37 mil.

Detalhes do golpe aplicado pela suspeita

De acordo com as investigações, a amiga da suspeita decidiu vender seu carro junto ao companheiro. A vítima entregou os documentos pessoais à intermediadora e assinou digitalmente um contrato de compra e venda que foi encaminhado por meio de um aplicativo de mensagens. Enquanto o casal aguardava o pagamento, a suspeita alegou que o suposto comprador estava aguardando a aprovação de um financiamento em uma instituição financeira.

Devido à demora, o casal decidiu desistir da intermediação e tentou vender o veículo diretamente a uma concessionária. Foi nesse momento que descobriram uma situação alarmante: o carro estava financiado em uma instituição bancária sem o conhecimento deles, resultando em dívidas e manchas no nome da vítima.

Explicação da delegada sobre o caso

A delegada Amanda Bezerra, responsável pelo caso, explicou que a suspeita se aproveitou da confiança da vítima. "A princípio, ela era amiga da pessoa que ela enganou. Ela se dispôs a vender o automóvel, mandou os documentos e a vítima assinou achando que estaria vendendo o carro. Na verdade, o carro permaneceu na posse da vítima, só que ela se surpreendeu com a notícia que havia um financiamento realizado no veículo e que, inclusive, esse financiamento estava em débito. Então o nome dela estava, digamos assim, sujo", detalhou a autoridade policial.

O suposto comprador envolvido na transação também afirmou ter sido enganado. Ele relatou à polícia que a intermediadora apresentou o veículo como se fosse de sua propriedade e alegou possuir restrições cadastrais, pedindo que ele realizasse o financiamento em seu lugar.

Prisão preventiva e ressarcimento parcial

Diante das evidências e da negativa da suspeita em resolver a situação, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva. "Tendo em vista as negativas da autora nas tratativas, sempre se esquivando de quitar a dívida ou de resolver o negócio que ela havia feito, foi representada ao Judiciário a prisão preventiva dela", completou a delegada Amanda Bezerra.

A investigada, de 31 anos, foi presa ao se apresentar na delegacia na manhã desta quinta-feira (29), após ser intimada. A Polícia Civil informou que ela já ressarciu cerca de R$ 10 mil do prejuízo total, mas o caso continua sob investigação para apurar todos os detalhes e possíveis outras vítimas.