Mulher forja próprio sequestro para encobrir golpes virtuais e é presa em Fortaleza
Mulher forja sequestro para esconder golpes e é presa em Fortaleza

Mulher é presa após forjar próprio sequestro para esconder envolvimento com golpes virtuais em Fortaleza

Uma mulher de 26 anos foi presa em flagrante na última quarta-feira (8) após forjar o próprio sequestro na tentativa de esconder seu envolvimento em um esquema de golpes virtuais contra uma loja de celulares no Centro de Fortaleza, no Ceará. A suspeita, identificada como Gabriela de Sousa Bezerra, registrou um boletim de ocorrência contra as vítimas do golpe, que ela alegou serem seus sequestradores, segundo as investigações da Polícia Civil.

Detalhes do esquema criminoso e prisão em flagrante

Conforme a investigação policial, na última terça-feira (7), os golpistas realizaram compras de produtos na loja de celulares no valor de R$ 2.300. Eles enviaram comprovantes de transferência via Pix falsificados e retiraram os produtos por meio de motoristas de aplicativo. No entanto, quando a loja consultou a conta bancária, percebeu que só havia recebido R$ 0,01, identificando imediatamente a fraude.

A conta utilizada para a transferência fraudulenta estava registrada no nome de Gabriela. A dona da loja e um funcionário descobriram o endereço da suspeita e foram até sua residência, no bairro Itaperi, também em Fortaleza, na última quarta-feira (8). Questionada pelas vítimas, Gabriela afirmou que sua conta bancária havia sido fraudada e, por isso, acompanhou a dona da loja até o 34º Departamento Policial para registrar um boletim de ocorrência.

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O falso sequestro e a descoberta da farsa

Mais tarde, no mesmo dia, Gabriela voltou a uma delegacia e registrou um novo boletim de ocorrência, desta vez afirmando que havia sido sequestrada por uma mulher que se passou por policial. Na versão apresentada pela suspeita, a suposta agente a levou até uma residência onde homens encapuzados a ameaçaram, junto com sua família, antes de liberá-la e até chamar um carro por aplicativo para levá-la para casa.

A Delegacia Antissequestro iniciou as investigações a partir do boletim de ocorrência do sequestro e rapidamente identificou a dona da loja e o funcionário que foram até a casa de Gabriela. Quando chamados a depor, eles explicaram detalhadamente que tinham sofrido um golpe a partir da conta bancária da mulher e apresentaram provas concretas tanto da fraude quanto do fato de terem levado Gabriela à delegacia, e não a sequestrado.

Confissão e medidas cautelares

Diante das evidências irrefutáveis coletadas pela Polícia Civil, Gabriela confessou que havia forjado todo o sequestro após vender sua conta bancária para um conhecido por apenas R$ 50. Ela revelou à polícia que mentiu por medo de que o homem, que seria vinculado a uma facção criminosa, descobrisse que ela tinha contado a verdade às autoridades.

A mulher teve o auto de prisão em flagrante lavrado pela Polícia Civil e foi autuada pelo crime de denunciação caluniosa. No dia seguinte, ela foi solta em audiência de custódia realizada pela Justiça Estadual, mas terá que cumprir medidas cautelares diversas da prisão, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar noturno. A defesa da suspeita não foi localizada para comentar o caso.

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