Mulher condenada por aplicar golpe 'Boa Noite, Cinderela' em idosos é capturada pela polícia no Rio
A Polícia Civil do Rio de Janeiro efetuou a prisão de Elisangela Pereira da Rocha Andrade, popularmente conhecida como Zanja, nesta quinta-feira, dia 5. A mulher, de 49 anos, estava foragida desde o mês de março do ano de 2025, após não retornar à unidade prisional onde cumpria pena em regime semiaberto.
Condenação por mais de 33 anos de prisão e método criminoso
Elisangela foi condenada a uma pena superior a 33 anos de reclusão por aplicar o golpe denominado "Boa Noite, Cinderela" em pessoas idosas. A ação criminosa consistia em abordar as vítimas através de aplicativos de relacionamento, marcando encontros em estabelecimentos como restaurantes ou motéis.
Durante os encontros, a acusada colocava substâncias entorpecentes nas bebidas dos idosos, dopando-os completamente. Após a vítima perder a consciência, ela roubava cartões bancários, documentos pessoais e quantias em dinheiro.
Atuação em conjunto com comparsa e localização pela polícia
Segundo as investigações da Polícia Civil, Elisangela agia em parceria com um homem identificado apenas como Mário. O comparsa se passava pelo titular dos cartões roubados, realizando compras em shoppings da cidade com os cartões e as senhas obtidas das vítimas.
A dupla atuava em diversos bairros do Rio de Janeiro, explorando a vulnerabilidade dos idosos. A prisão foi realizada no bairro de Honório Gurgel, localizado na Zona Norte da capital fluminense, onde a foragida foi localizada pelos agentes policiais.
Fuga durante regime semiaberto e autorização de visita
Elisangela cumpria sua pena inicialmente em regime semiaberto e, em janeiro, recebeu uma autorização para a Visita Periódica ao Lar (VPL). No entanto, desde o mês de março do corrente ano, ela não retornou à unidade prisional designada, permanecendo foragida até sua captura nesta quinta-feira.
A polícia reforça que a prisão representa um avanço significativo no combate a crimes contra idosos, destacando a importância da vigilância contínua e das investigações para proteger a população mais vulnerável.
