Operação do Gaeco e Corregedoria da PM resulta na prisão de 15 policiais
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com a Corregedoria da Polícia Militar, realizou uma operação que culminou na prisão de 15 policiais militares. Esses agentes estariam integrando a equipe de segurança do conhecido bicheiro Rogério de Andrade, figura central de uma organização criminosa com histórico no bairro de Bangu, na Zona Oeste do Rio.
Subtenente TK é colocado em isolamento após vistoria
Entre os envolvidos está o subtenente Sérgio Luiz Ferreira Pereira, conhecido como "TK", que foi colocado em isolamento por 10 dias após uma vistoria na unidade prisional da PM, localizada em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. A ação ocorreu em 30 de março, quando os policiais encontraram um saco branco na janela do banheiro de sua cela, contendo um telefone celular, um chip, uma fonte para carregador e um cabo USB. Na ocasião, TK estava preso há 19 dias e foi transferido para outro local da unidade.
Investigações revelam pagamentos de propina e escala de segurança
De acordo com as investigações do MPRJ, o subtenente Sérgio Ferreira integrava o grupo de policiais responsáveis por prestar serviços a Rogério Andrade, apontado como "reduto histórico do clã Andrade". As apurações identificaram pagamentos de propina, coordenados pelo próprio Rogério Andrade ou por seu chefe de segurança, Ademir Rodrigues Pinheiro. O policial aparecia na escala do grupo de seguranças entre fevereiro e novembro de 2019, período em que ainda era sargento da PM.
Mensagens revelam pedido de dispensa por aniversário
Em trocas de mensagens em um aplicativo, o policial Sérgio Pereira apresentava documentos da PM para justificar suas faltas na segurança de pontos de jogo. Em uma conversa, ele chegou a informar a data de seu aniversário para pedir dispensa do trabalho, com a seguinte mensagem: "Amanhã é meu aniversário e eu iria comemorar no meu barracão somente à noite. Seria possível ser dispensado? Se não der tá tranquilo". A resposta de Ademir foi: "Ok. Está dispensado".
Contexto da prisão de Rogério Andrade
Rogério Andrade, considerado o maior bicheiro do Rio, foi preso em 29 de outubro por mandar matar seu rival, Fernando Iggnácio, executado em novembro de 2020. O caso destaca a infiltração de agentes públicos em organizações criminosas, levantando questões sobre a integridade e a segurança pública no estado.
O g1 procurou a defesa do subtenente Sérgio Luiz Ferreira Pereira para comentar o caso, mas ainda aguarda retorno. As investigações continuam em andamento, com foco em desmantelar redes de corrupção e crime organizado envolvendo policiais.



