MP-PR denuncia homem por feminicídio e estupro após morte brutal de freira em Ivaí
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) apresentou denúncia formal na segunda-feira, dia 2, contra um homem de 33 anos acusado de invadir um convento e cometer crimes hediondos que resultaram na morte da freira Nadia Gavanski, de 82 anos. O caso ocorreu no município de Ivaí, localizado na região dos Campos Gerais do estado paranaense. A identidade do denunciado não foi divulgada pelas autoridades, mantendo-se em sigilo conforme procedimentos legais.
Detalhes do crime que chocou a comunidade local
O episódio criminoso aconteceu no dia 21 de fevereiro, por volta das 13h30, quando o indivíduo ultrapassou o muro do convento. Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil, a freira Nadia Gavanski flagrou o invasor e questionou sua presença no local religioso. O homem alegou que estava ali para trabalhar, mas percebendo a desconfiança da vítima, partiu para o ataque.
Conforme relatos do próprio acusado durante interrogatório, ele empurrou a religiosa e, quando ela caiu no chão e começou a gritar, procedeu com a asfixia que levou à sua morte. Após o crime, o homem fugiu do local, mas foi capturado horas depois com auxílio de evidências cruciais.
Múltiplas acusações e agravantes na denúncia do Ministério Público
Na peça acusatória, o MP-PR listou uma série de crimes atribuídos ao denunciado: violação de domicílio, estupro que resultou em lesão corporal grave, feminicídio e resistência à autoridade policial. A denúncia destaca ainda o uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, com agravante pelo fato de ter sido cometido contra pessoa idosa.
De acordo com o delegado Lucas Andraus, que participou das investigações, o laudo pericial confirmou não apenas a morte por asfixia, mas também a ocorrência de violência sexual, evidenciada pela gravidade das lesões constatadas no corpo da freira.
Histórico criminal e circunstâncias do acusado
O homem denunciado possui um passado criminal que inclui passagens pela polícia desde 2024 por crimes como roubo, furto e violência doméstica. Conforme informações do delegado Hugo Fonseca, ele havia sido preso por furto qualificado no dia 28 de dezembro de 2025 e colocado em liberdade provisória apenas dois dias depois.
Durante interrogatório, o acusado relatou ter passado a madrugada anterior ao crime consumindo drogas e bebidas alcoólicas. Ele afirmou ainda que ouviu vozes que o ordenavam a matar alguém, pulando o muro do convento já com a intenção de tirar a vida de uma pessoa. O homem negou qualquer intenção de furtar bens do local religioso.
Captura e resistência durante a prisão
A prisão do indivíduo ocorreu em sua residência, após a polícia receber informações cruciais de um vídeo gravado por uma fotógrafa que foi abordada por ele após o crime. Ao notar a aproximação dos agentes policiais, o homem tentou fugir e desferiu socos e chutes contra os policiais, que conseguiram contê-lo após confronto.
Questionado durante a abordagem, o acusado admitiu espontaneamente a autoria do crime. Atualmente, ele permanece preso aguardando o trâmite processual, cabendo à Justiça aceitar ou recusar a denúncia apresentada pelo Ministério Público.
Homenagem à vida dedicada da freira Nadia Gavanski
A freira Nadia Gavanski, vítima do crime brutal, era conhecida por sua humildade e perseverança, dedicando 55 anos de sua vida à vocação religiosa. Sua morte chocou a comunidade local e religiosa, levantando questões sobre segurança em instituições religiosas e proteção a idosos.
O caso segue sob investigação complementar enquanto aguarda decisão judicial sobre a aceitação da denúncia, que poderá resultar em condenação por múltiplos crimes com penas severas devido aos agravantes apresentados.



