Polícia Civil conclui que morte de mulher de 45 anos em Selvíria foi suicídio, não feminicídio
Morte em Selvíria foi suicídio, não feminicídio, conclui polícia

Polícia Civil reclassifica caso de morte em Selvíria após investigação aprofundada

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul concluiu oficialmente nesta sexta-feira, 13 de setembro, que a morte de Janete Feles Valoes, uma mulher de 45 anos residente em Selvíria, não configura um caso de feminicídio, como havia sido investigado inicialmente. Após uma minuciosa reanálise baseada em laudos periciais e novos depoimentos, as autoridades determinaram que a vítima tirou a própria vida, descartando a hipótese de homicídio.

Detalhes da investigação que levou à reclassificação do caso

O caso, que ocorreu na noite de domingo, 8 de setembro, em um assentamento na zona rural de Selvíria, próximo à rodovia MS-112, passou por uma revisão completa após a conclusão do laudo necroscópico e do depoimento da médica legista responsável pelo exame. A delegacia do município confirmou que, com base nessas evidências técnicas e nas oitivas realizadas, a classificação inicial de feminicídio foi excluída e o caso foi reclassificado como suicídio.

Segundo a polícia, o filho da vítima, que a socorreu na noite do ocorrido, desempenhou um papel crucial na investigação. Inicialmente, o jovem deu um depoimento que indicava que o pai poderia ter sido o autor do crime. No entanto, em declarações posteriores, ele confirmou que a mãe enfrentava um câncer e havia confidenciado a ele que pensava em tirar a própria vida, reforçando a versão apresentada pela perícia.

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Ausência de histórico de violência e liberação do companheiro

A investigação também revelou que não foram encontrados registros de violência doméstica envolvendo o casal, o que contribuiu para a reclassificação do caso. O companheiro da vítima, um homem de 63 anos, que havia sido preso em flagrante na noite do incidente sob suspeita de feminicídio e encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) de Três Lagoas, sempre afirmou desde o início que não era autor do crime. Com as novas conclusões, sua situação foi reavaliada pelas autoridades.

O episódio começou quando a Polícia Militar foi acionada após o filho da vítima pedir ajuda em uma base de apoio da concessionária da rodovia. Ele relatou que a mãe estava com uma faca no peito e tentava levá-la para atendimento médico. Socorristas prestaram os primeiros atendimentos no local, mas a morte foi confirmada ainda na base de apoio, antes que qualquer transferência pudesse ser realizada.

Este caso destaca a importância de uma investigação policial rigorosa e da coleta de múltiplas evidências para evitar conclusões precipitadas. A reclassificação demonstra como os laudos periciais e os depoimentos atualizados podem alterar significativamente o entendimento de um incidente, garantindo que a justiça seja aplicada com precisão e baseada em fatos concretos.

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