Mãe de corretora assassinada em Caldas Novas relata alívio e dor após prisão de síndico
Mãe de corretora assassinada fala sobre prisão de síndico em Caldas Novas

Mãe de corretora assassinada em Caldas Novas relata misto de sentimentos após prisão de síndico

Nilse Alves, mãe da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, encontrada morta em Caldas Novas, expressou um turbilhão de emoções após a prisão do síndico do prédio onde a filha morava e do filho dele, suspeitos de envolvimento no crime. Em entrevista exclusiva à TV Anhanguera, ela descreveu a situação como uma combinação intensa de alívio, revolta e dor profunda.

Família resistia a acreditar na culpa do síndico

Segundo Nilse, apesar dos indícios apontarem para o síndico desde o início das investigações, a família relutava em aceitar que ele pudesse ser o autor do crime. “A gente não queria acreditar que esse cara era capaz de fazer isso. Um cara covarde que se vestiu de síndico, dono do prédio, onde mandava e desmandava”, afirmou ela, destacando a sensação de traição e abuso de poder.

Perseguições e conflitos antecederam o desaparecimento

A mãe da vítima revelou que a família vinha sendo alvo de conflitos e perseguições sistemáticas antes do desaparecimento da corretora. “Ele perseguiu a Daiane durante um ano, perseguiu a mim, meu marido e a minha neta. Estava tão óbvio que era ele, que eu não queria acreditar”, contou Nilse, enfatizando a longa duração do assédio e a dificuldade em processar a realidade.

Detalhes do caso e prisões realizadas

O corpo de Daiane foi localizado em uma área de mata após mais de 40 dias de buscas intensivas. As autoridades prenderam temporariamente o síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, por suspeita de homicídio e ocultação de cadáver. Seu filho, Maicon Douglas de Oliveira, também foi detido, acusado de auxiliar na ocultação de provas. Além disso, o porteiro do prédio foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos, embora seu nome não tenha sido divulgado oficialmente.

Investigações em andamento

O caso continua sob a responsabilidade da Polícia Civil, que segue apurando todos os aspectos do crime. A complexidade das investigações reflete a gravidade do ocorrido, com a comunidade de Caldas Novas e a família aguardando justiça e respostas conclusivas.