Médico é preso em flagrante por violação sexual contra paciente em hospital de Itapira
Um médico de 40 anos foi preso em flagrante na última quarta-feira (15) após ser acusado de cometer importunação sexual contra um paciente durante uma consulta no Hospital Municipal de Itapira, no interior de São Paulo. A vítima, um homem de 39 anos, relatou à polícia que o profissional acariciou suas partes íntimas e o masturbou durante uma avaliação clínica, alegando que "seria normal se o paciente ficasse excitado" durante o procedimento.
Detalhes do caso e relato da vítima
O paciente, que é dependente químico e aguardava internação no hospital desde a noite anterior, contou que por volta das 13h foi chamado pelo médico para uma sala reservada. O profissional teria pedido que ele abaixasse a calça e, em seguida, iniciou os atos de violação sexual. Constrangido com a situação, o homem interrompeu o ato e o médico deixou a sala rapidamente.
Mais tarde, a vítima relatou o ocorrido à esposa e ambos questionaram outros profissionais de saúde, que confirmaram que tais atos não faziam parte de nenhum protocolo médico estabelecido. A Polícia Militar foi acionada e, ao questionar o médico, ouviu a negação dos fatos. Inicialmente, ele não pôde ser levado à delegacia por estar atuando como socorrista e não poder abandonar o plantão.
Posicionamento da defesa e das instituições
A defesa do médico emitiu uma nota afirmando que o profissional nega peremptoriamente a autoria dos atos que lhe são imputados. O texto sustenta que, durante a instrução processual, serão apresentadas todas as provas necessárias para demonstrar sua inocência e a inconsistência da acusação. A defesa ainda reafirma a total idoneidade do cliente tanto no âmbito profissional quanto pessoal.
O Hospital Municipal de Itapira, por sua vez, emitiu um comunicado oficial repudiando veementemente qualquer conduta que viole os princípios éticos, os direitos humanos e a dignidade dos pacientes. A instituição ressaltou que o médico não faz parte do quadro funcional de servidores públicos municipais, atuando de maneira terceirizada, e que determinou a abertura de uma sindicância interna para apuração rigorosa dos fatos.
Desdobramentos jurídicos e administrativos
O médico foi preso em flagrante, mas após passar por audiência de custódia foi liberado para responder ao processo em liberdade. A Prefeitura de Itapira abriu uma sindicância para investigar o profissional, enquanto o hospital afirmou estar à inteira disposição das autoridades competentes para colaborar com todas as informações necessárias ao esclarecimento completo do caso.
As investigações continuam em andamento, com as autoridades coletando depoimentos e provas para determinar a veracidade das acusações. O caso tem gerado grande repercussão na região, levantando discussões sobre protocolos de segurança em atendimentos médicos e a responsabilidade de instituições de saúde na proteção de pacientes vulneráveis.



