Médico cardiologista é preso no RS por suspeita de dopar e estuprar pacientes vulneráveis
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) apresentou denúncia, nesta quinta-feira (16), contra o cardiologista Daniel Pereira Kollet, por suspeita de cometer crimes sexuais contra três pacientes em Taquara, município da Região Metropolitana de Porto Alegre. A promotora Silvia Inês Miron Jappe, responsável pelo caso, sustenta que as vítimas estavam em situação de vulnerabilidade circunstancial devido ao contexto de atendimento médico, o que levou o MPRS a enquadrar os crimes como estupro de vulnerável.
Indiciamento e investigação ampliada
Daniel Pereira Kollet foi indiciado pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul por violência sexual mediante fraude. Conforme informações do delegado Valeriano Garcia Neto, três inquéritos foram concluídos e remetidos à Justiça no último fim de semana, revelando um cenário alarmante: o número de possíveis vítimas chegou a 42, de acordo com a última atualização na manhã de segunda-feira (13). A maioria são pacientes mulheres que já registraram ocorrência e prestaram depoimento às autoridades.
O Ministério Público gaúcho também solicitou à Justiça que o indiciado pague indenização às vítimas, reforçando a gravidade das acusações. A defesa do médico, representada pelo advogado Ademir Campana, ainda não se manifestou sobre a denúncia quando procurada pelo g1, deixando em aberto a posição jurídica do acusado.
Contexto de vulnerabilidade e denúncias
As investigações destacam que as pacientes estavam em um estado de vulnerabilidade circunstancial, aproveitado pelo médico durante os atendimentos. Esse fator foi crucial para o enquadramento legal dos crimes, evidenciando um abuso de confiança e poder na relação médico-paciente. A Polícia Civil continua recebendo denúncias, inclusive anônimas, que podem ser feitas pelo telefone (51) 98443-3481, indicando que o caso pode se expandir ainda mais com novas informações.
O episódio choca a comunidade médica e a sociedade gaúcha, levantando questões sobre a segurança e a ética nos consultórios. As autoridades reforçam a importância de denúncias para combater tais crimes, enquanto a Justiça analisa os detalhes para garantir a responsabilização adequada.



