Médica é presa em Mato Grosso suspeita de envolvimento em esquema milionário de tráfico e lavagem
Uma médica de 38 anos foi detida preventivamente na manhã desta quinta-feira, 26 de setembro, na cidade de Nova Santa Helena, localizada a 622 quilômetros de Cuiabá, capital de Mato Grosso. A profissional da saúde é investigada por suposta participação em uma organização criminosa dedicada ao tráfico interestadual de drogas e à lavagem de dinheiro em larga escala.
Operação Argos desarticula rede criminosa com ramificações em múltiplos estados
A prisão ocorreu no âmbito da Operação Argos, uma ação coordenada pela Polícia Civil da Paraíba com o apoio fundamental da Polícia Civil de Mato Grosso. O mandado de prisão foi executado por equipes especializadas da Delegacia Regional de Guarantã do Norte, que atuaram com precisão para cumprir a determinação judicial.
Durante a diligência policial, foram apreendidos diversos bens de alto valor pertencentes à suspeita, incluindo um carro de luxo, um celular, um notebook e uma coleção de joias. Esses itens são considerados provas materiais do enriquecimento ilícito associado às atividades criminosas.
Justiça determina bloqueio de ativos financeiros e sequestro de propriedades de alto padrão
Além das apreensões físicas, a Justiça autorizou medidas contundentes contra o patrimônio do grupo. Foi determinado o bloqueio de R$ 104,8 milhões em ativos financeiros, além do sequestro de 13 imóveis considerados de alto padrão e 40 veículos luxuosos, cujo valor total supera a marca de R$ 8 milhões.
De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil da Paraíba, a organização criminosa funcionava como uma verdadeira empresa 'mãe', que coordenava uma rede de empresas societárias com uma divisão estruturada e hierárquica de tarefas. O esquema envolvia o transporte de drogas utilizando carretas de empresas formalmente constituídas, além de contar com um núcleo financeiro altamente especializado na lavagem de dinheiro.
Grupo movimentou cerca de R$ 500 milhões e possuía atuação armada em diversos estados
As investigações apontam que, desde o ano de 2023, o grupo criminoso teria movimentado aproximadamente R$ 500 milhões por meio de suas atividades ilícitas. A organização contava com atuação armada e possuía ramificações significativas em diferentes estados brasileiros, demonstrando uma operação complexa e bem organizada.
A Operação Argos emitiu um total de 44 mandados de prisão preventiva e 45 mandados de busca e apreensão, abrangendo 13 cidades nos estados da Paraíba, São Paulo, Bahia e Mato Grosso. Essa ação ampla visa desarticular completamente a rede criminosa e responsabilizar todos os envolvidos.



