Justiça do Paraná concede liberdade provisória a suspeito de envolvimento em morte de grávida
A Justiça do Paraná determinou, nesta terça-feira (4), a expedição de alvará de soltura para Igor Ryan Camargo Batista, um dos homens presos por suspeita de envolvimento na morte de Susana Ferreira Correia, de 40 anos, grávida de quatro meses. A decisão foi tomada após a Polícia Civil (PC-PR) e o Ministério Público (MP-PR) reconhecerem a falta de provas concretas que comprovassem a participação dele no crime ocorrido em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná.
Detenção e novas evidências
Igor havia sido detido nas primeiras horas após o crime, que aconteceu na noite de domingo (1º), quando a casa da vítima, localizada no bairro Neves, foi invadida. Segundo o advogado de defesa, Renato Tauille, a prisão ocorreu de forma circunstancial, após a polícia localizar um carro usado na fuga, que ainda estava registrado em nome do irmão de um dos investigados. O advogado argumentou que Igor estava no local por coincidência e não tinha relação com o ocorrido.
A Polícia Civil reavaliou as provas, incluindo metadados de celulares, comprovantes de pagamento via Pix e vídeos, além de depoimentos. A decisão do juiz Luiz Carlos Fortes Bittencourt destacou que há indícios de que, no horário do crime, por volta das 20h45, Igor estaria em uma lanchonete, conforme informações apresentadas por sua namorada e comprovadas por documentos digitais.
Análise das autoridades
O delegado responsável pela investigação, Luís Gustavo Timossi, avaliou que, considerando o tempo e a distância, Igor não poderia estar no local do crime. O Ministério Público do Paraná concordou com essa análise e se manifestou pela revogação da prisão preventiva, levando à concessão da liberdade provisória.
Detalhes do crime
O crime ocorreu quando o marido de Susana havia saído de casa e dois homens invadiram o imóvel. Ao retornar, ele entrou em luta corporal com um dos suspeitos, e durante a confusão, o outro homem efetuou disparos, atingindo Susana na cabeça. A vítima foi socorrida e internada em estado grave no Hospital Regional, mas morreu dois dias depois. Susana deixou quatro filhos e estava grávida do quinto.
Imagens de câmeras de segurança registraram a fuga dos suspeitos, e a polícia encontrou o carro usado no crime abandonado no mesmo bairro. Durante o patrulhamento, dois homens, de 19 e 22 anos, foram localizados, incluindo Igor. O segundo suspeito resistiu à abordagem e acabou baleado, tendo um revólver municiado apreendido com ele.
Impacto e contexto
Este caso chama a atenção para a complexidade das investigações criminais e a importância de evidências sólidas para a manutenção de prisões. A liberdade provisória concedida a Igor reflete a necessidade de provas concretas em processos judiciais, mesmo em crimes graves como este, que envolveu uma vítima grávida e gerou comoção na comunidade de Ponta Grossa.



