Justiça nega prisão preventiva de piloto investigado por agressão que deixou jovem em coma
Justiça nega prisão de piloto que agrediu jovem e deixou vítima em coma

Justiça do DF nega prisão preventiva de piloto investigado por agressão grave

A Justiça do Distrito Federal decidiu, nesta quinta-feira (29), não decretar a prisão preventiva de Pedro Arthur Turra Bastos, de 19 anos. O jovem, que é piloto, está sendo investigado por ter agredido um adolescente de 16 anos em uma briga ocorrida na última sexta-feira (23). O conflito teve início por causa de uma brincadeira envolvendo um chiclete.

Vítima em estado grave e sem previsão de alta

Enquanto Pedro Turra permanece em liberdade, o adolescente agredido segue internado em coma profundo, sem qualquer previsão de alta médica. A situação já dura seis dias, desde a noite da agressão, quando o jovem sofreu uma série de golpes e bateu a cabeça em um carro.

Horas após o incidente, a vítima foi levada ao hospital, onde passou por uma cirurgia craniana. Atualmente, ela se encontra no nível mais profundo de coma, conforme informações divulgadas pela defesa do adolescente.

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Liberdade provisória e posicionamento policial

Pedro Turra chegou a ser preso em flagrante, mas foi solto após pagar uma fiança no valor de R$ 24,3 mil. A decisão foi tomada durante uma audiência de custódia realizada no último sábado (25). No entanto, o delegado Pablo Aguiar, responsável pelo caso, manifestou publicamente que a Polícia Civil era contrária até mesmo à liberdade provisória concedida ao investigado.

"A vontade da polícia sempre foi a manutenção dele atrás das grades, até porque após essa audiência de custódia, a gente conseguiu traçar um perfil de um indivíduo violento. Esse indivíduo à solta ele é um risco para sociedade", afirmou o delegado em entrevista.

Defesa da vítima pede reavaliação do caso

O advogado Albert Halex, que representa o adolescente agredido, solicitou formalmente que a Polícia Civil do Distrito Federal volte a prender Pedro Turra. Além disso, a defesa pede que o caso seja reclassificado e investigado como tentativa de homicídio, e não apenas como lesão corporal gravíssima.

Halex argumenta que o comportamento pregresso do agressor, que pratica luta marcial e tem histórico de agressões, demonstra que ele assumiu o risco de causar a morte da vítima. "Se você oferecer a cabeça de alguém contra um objeto rígido, um carro, você assume o risco de matar", destacou o advogado em entrevista ao g1 e à TV Globo.

Mais denúncias surgem contra Pedro Turra

Com a repercussão do caso, a Polícia Civil passou a investigar outras três ocorrências envolvendo o piloto, totalizando quatro denúncias. As novas acusações incluem:

  1. Uma briga em uma praça de Águas Claras, registrada em junho de 2025.
  2. A denúncia de uma jovem que alega ter sido forçada a ingerir bebida alcoólica quando ainda era menor de idade.
  3. Uma agressão contra um homem de 49 anos durante uma discussão de trânsito.

A defesa de Pedro Turra informou que não irá se pronunciar sobre os casos em investigação. Enquanto isso, o piloto foi desligado do quadro de pilotos da temporada 2026 da Fórmula Delta, na categoria escola.

Repercussão e pedido de perdão

Em meio às investigações, Pedro Turra divulgou um vídeo no qual pede perdão à família do adolescente agredido. "Nunca foi minha intenção deixar ele desse jeito", afirmou o piloto. No entanto, a gravidade do estado de saúde da vítima e o histórico de violência atribuído ao agressor continuam a gerar preocupação e debates sobre a eficácia das medidas judiciais aplicadas.

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