Justiça mantém prisão de acusados por assassinato de motorista de aplicativo em São José dos Campos
Justiça mantém prisão por assassinato de motorista de aplicativo

Justiça mantém prisão de acusados por assassinato de motorista de aplicativo em São José dos Campos

A Justiça de São Paulo decidiu manter a prisão dos dois homens acusados pelo assassinato de um motorista de aplicativo, em São José dos Campos, no interior do estado. Jonathan Eduardo Sousa Goulart e Clayton Luiz Moreira Junior são acusados de latrocínio e estão presos desde a época do crime, ocorrido em setembro do ano passado. A vítima era o motorista Carlos Eduardo de Faria César, de 23 anos.

Decisão judicial mantém réus na prisão

A decisão desta segunda-feira (13) é da juíza Fernanda Ambrogi, da 2ª Vara Criminal de Jacareí. No documento, a magistrada citou que não houve mudança que justifique a soltura. Ela afirmou que a liberdade dos réus "poderia colocar em risco a ordem pública", inclusive com possibilidade de "interferir na instrução criminal".

Em nota, o advogado Fábio Vergel, que faz a defesa de Jonathan, disse que vai aguardar a audiência designada para maio, onde o réu "poderá comprovar não ter participação na morte do motorista de aplicativo". A reportagem também acionou a defesa de Clayton e aguarda um retorno.

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Detalhes do crime e prisões

O corpo de Carlos Eduardo foi encontrado em uma área de mata no bairro Pagador Andrade, em Jacareí, no dia 7 de setembro de 2025. O local ficava a cerca de 25 km de onde o carro dele havia sido encontrado. À época, o delegado responsável pelo caso, Diego Pinto do Amaral, explicou que identificou os suspeitos por meio de movimentações bancárias.

"O banco informou: o dinheiro saiu da vítima e foi para a conta 'x'. Aí nós identificamos o proprietário dessa conta, fomos até ele na noite de sábado, ele foi cientificado do que estava acontecendo e colaborou", contou o delegado. "Ele explicou que realmente um colega teria pedido a conta para transferir um valor na madrugada do sábado e que ele sacou esse dinheiro durante o dia e esse indivíduo teria recebido em espécie os R$ 600".

Clayton foi preso no mesmo dia, em uma adega no Bosque dos Eucaliptos, em São José. Segundo o boletim de ocorrência, ele admitiu que, com o comparsa, matou Carlos porque haviam roubado o motorista e ele sabia onde eles moravam. O suspeito, conforme o documento, disse que mandou o motorista se ajoelhar e efetuou três disparos contra a vítima. Apesar da confissão informal, que consta no BO, ele permaneceu em silêncio ao ser interrogado.

Jonathan, de 23 anos, foi o segundo suspeito a ser preso por suspeita de envolvimento no crime. Ele se apresentou para a polícia dois dias depois do crime, após o mandado de prisão ser expedido pela Justiça. Ele também já era considerado foragido da Justiça desde julho deste ano pelo crime de furto. Após ser ouvido, o suspeito foi encaminhado para cadeia de Caçapava.

Contexto do caso e próximos passos

O crime chocou a região do Vale do Paraíba, destacando os riscos enfrentados por motoristas de aplicativo. A manutenção da prisão dos acusados reflete a gravidade das acusações e a preocupação das autoridades com a segurança pública. A audiência marcada para maio será crucial para a defesa apresentar suas alegações e para a Justiça avaliar as provas do caso.

A família de Carlos Eduardo continua aguardando justiça, enquanto a comunidade local acompanha com atenção os desdobramentos judiciais. O caso serve como um alerta para a necessidade de medidas de proteção para trabalhadores da economia de plataforma.

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