Júri popular começa para acusado de matar enteado carbonizado em São José do Rio Preto
Júri começa para acusado de matar enteado carbonizado em SP

Julgamento por homicídio qualificado com fogo tem início em São José do Rio Preto

O júri popular de José Ediberto Timóteo da Silva, acusado de colocar fogo na casa e matar o enteado carbonizado, começou às 13h30 desta quinta-feira (5) em São José do Rio Preto, interior de São Paulo. O processo judicial, que havia sido suspenso em outubro do ano passado após uma interrupção inusitada, agora segue seu curso na Justiça.

Detalhes do crime que chocou a região

O crime ocorreu no dia 27 de setembro de 2022, quando Hiago Fiuza Maia, de 26 anos, foi morto enquanto dormia na residência onde morava com o padrasto e a mãe, localizada no Jardim Maria Lúcia. Segundo as investigações do Ministério Público, José Ediberto teria saído de casa com um galão, comprado gasolina em um posto de combustível e retornado ao imóvel.

O acusado, conforme as acusações, usou uma picareta para atingir a cabeça de Hiago, fazendo com que o jovem desmaiasse. Em seguida, colocou fogo no quarto onde a vítima se encontrava. Após o ato, José Ediberto confessou o crime a um vizinho e fugiu de bicicleta, deixando para trás uma cena de destruição.

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Resgate e desfecho trágico

Os bombeiros foram acionados e conseguiram controlar o incêndio com a ajuda de caminhões-pipa, mas o corpo de Hiago foi encontrado carbonizado no interior do imóvel. A tragédia familiar, marcada por um histórico de desentendimentos entre o padrasto e o enteado, resultou na morte de um jovem de 26 anos.

José Ediberto foi preso posteriormente em Cruz, no Ceará, no dia 5 de setembro de 2023. Em depoimento, ele confessou o crime e revelou ter passagens criminais anteriores por roubo. Curiosamente, o acusado se relacionava com a mãe de Hiago há mais de duas décadas e havia ajudado a cuidar do jovem ao longo dos anos.

Qualificações do crime e interrupção anterior do julgamento

O réu está sendo julgado pelo crime de homicídio duplamente qualificado, com as agravantes de emprego de fogo e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Essa qualificação legal aumenta a pena potencial em caso de condenação, refletindo a gravidade dos atos cometidos.

O julgamento havia sido suspenso em outubro do ano passado após o advogado de defesa do réu, nomeado pela Defensoria Pública, abandonar o plenário. Na ocasião, o defensor público alegou sentir-se coagido e ameaçado por uma das pessoas que acompanhava a sessão, o que levou a uma interrupção processual até a retomada marcada para esta quinta-feira.

Contexto familiar e impacto social

A relação familiar entre acusado e vítima, que durou mais de 20 anos, adiciona uma camada de complexidade ao caso. O crime não apenas tirou a vida de um jovem, mas também destruiu vínculos construídos ao longo de décadas, deixando marcas profundas na comunidade local.

O julgamento, que agora segue diante do tribunal do júri, representa um passo crucial na busca por justiça para Hiago Fiuza Maia. A sociedade aguarda o desfecho legal de um caso que exemplifica os extremos da violência doméstica e seus desdobramentos judiciais.

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