Jovem de 20 anos preso por ostentar vida de luxo nas redes sociais em esquema criminoso em Divinópolis
Uma investigação conduzida pelo Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc) resultou na prisão preventiva de um jovem de 20 anos, que ostentava uma vida de luxo nas redes sociais. Ele é suspeito de integrar uma organização criminosa envolvida com contrabando, descaminho, tráfico de drogas e comércio ilegal de produtos na cidade de Divinópolis, em Minas Gerais. O nome e a identidade do suspeito não foram divulgados pelas autoridades, o que impediu a identificação de sua defesa.
Uso das redes sociais para divulgar crimes
De acordo com o delegado Fernando Tomaz Gomes, o investigado utilizava as redes sociais para divulgar a venda de mercadorias ilegais, como perfumes importados, medicamentos para emagrecimento proibidos e outros produtos de origem duvidosa. Além disso, ele exibia publicamente dinheiro em espécie, joias valiosas e viagens internacionais, criando uma imagem de riqueza que chamava a atenção.
As investigações tiveram início após a abordagem do suspeito no Centro da cidade. Ele foi localizado no dia seguinte e conduzido à delegacia junto com sua namorada, que também está sendo investigada por possível envolvimento no esquema.
Apreensões e descobertas durante a operação
Durante a ação policial, foram apreendidos celulares que permitiram à polícia identificar outros indivíduos envolvidos no esquema criminoso. Segundo o Denarc, o grupo atuava principalmente com contrabando e descaminho, trazendo mercadorias do Paraguai para a região, com conexões estabelecidas em Foz do Iguaçu.
Além disso, há indícios sólidos de envolvimento com o transporte de drogas, especialmente haxixe, e armas de fogo. A polícia destacou que o suspeito também exibia armas e grandes quantias de dinheiro em suas postagens nas redes sociais, o que reforçou as suspeitas sobre suas atividades ilícitas.
Operação ampliada e novas investigações
Na semana passada, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Divinópolis, como parte de uma operação mais ampla. A ação resultou na abertura de investigações por crimes como contrabando, descaminho e estelionato, após relatos de vítimas que compraram produtos e não receberam as mercadorias.
Outro suspeito, dono de uma loja de importados que teria ligação com o comércio ilegal na cidade, não foi preso, mas teve o passaporte recolhido e está proibido de sair do país. A Polícia Civil informou que as investigações continuam em andamento e não descarta a participação de outras pessoas, inclusive clientes que possam ter adquirido produtos ilegais.
Possível encaminhamento para a Polícia Federal
Devido à natureza complexa e transregional dos crimes investigados, o caso pode ser encaminhado à Polícia Federal. As autoridades avaliam que a extensão do esquema, que envolve conexões internacionais e múltiplos tipos de ilícitos, justifica a intervenção de órgãos federais para uma apuração mais aprofundada.
O delegado Fernando Tomaz Gomes ressaltou a importância de combater esse tipo de criminalidade que se aproveita das redes sociais para recrutar clientes e exibir ganhos ilícitos, criando uma falsa sensação de impunidade entre os envolvidos.



